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Artigo em áudio
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No Nepal nos deparamos com figuras super estranhas e até amedontradoras, os Sadhus, eles renunciam a tudo de material e sexual que a vida oferece e vivem em cavernas. Andam quase nus e nao cortam nem lavam os cabelos e barbas. Se cobrem de cinzas dos mortos e marcam suas testas indicando a sua filiação religiosa. Usam hashish ou marijuana, ilegal no Nepal, mas permitido para eles como parte da religião.
No meio de toda essa diversidade cultural, macacos ficam zanzando de uma lado para outro e vacas desfilando como manequins intocáveis, ambos sagrados no Nepal. Ao sair vi que eles jogam as cinzas dos mortos no rio, que também é sagrado e, dezenas de crianças ficam acocoradas dentro da água com um saco plástico na mão, ali eles recolhem os pertences do morto, como brinco, anel, relógio e tudo que usavam na hora que morreram, pois a familia não pode ficar com nada, se não o espírito volta pra pertubar. Os moleques coletam e vão vender no templo. Nem adianta deixar testamento! O lado espiritual fala mais alto.
No Nepal eles têm uma Deusa, que é uma criança escolhida na maternidade e é reverenciada inclusive pelo rei até sua primeira menstrucão. Eles acreditam cegamente que ela é mesmo uma Deusa. Depois de menstruar se torna cidadã comum com um agravante: nao pode se casar nunca mais. Será que vale a pena ser Deusa? Você decide, eu estou fora!!!
Mudando de cultura para paisagem , lá a mãe natureza construiu um espetáculo gigantesco, o Monte Everest, que tive a oportunidade de sobrevoar num jatinho de 16 lugares e ver de perto sua magnitude e encantamento de ser o maior do mundo. Sobrevoamos a Cordilheira do Himalaia por 45 min, um show da natureza! Mas não é só isso no Nepal tem muito mais! Os templos budistas são belíssimos, estátuas de buda por toda parte, tudo muito colorido e diferente, o lado espiritual super presente, a coisa do sacrifício para redimir os pecados, eles seguem a risca. Pude ver senhoras com mais de 60 anos subindo e descendo numa tábua, come se fizessem flexões e batendo com a testa na tábua por 180 vezes de manhã e mais 180 à tardinha. Ai me perguntei: que tanto pecado pode ter essa pobre criatura? Só Buda sabe!
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Comentários
É muito difícil para um ocidental entender o hindu...
São muitas as diferenças não é mesmo?
Mas você tem a capacidade de vivenciar suas experiências de viagem de uma forma rica, impregnada de sensibilidade, senso de humor e acima de tudo respeito pelo "diverso".
Parabéns pelo texto, através dele vivenciamos um pouco dos lugares que descreve lindamente.
Beijo grande;
Renata.
CHEIRO