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Artigo em áudio
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Minha historia começou em 2004 quando eu e um grupo de mais quatro amigos resolvemos ir à Bolívia e ao Peru de férias e que férias! Chegamos em La Paz e já começamos a sentir os efeitos da altitude, mesmo meio atordoados alugamos uma van e fomos à Copacabana, uma cidadezinha na fronteira entre os dois países. Foi a partir daí que o destino começou a sorrir pra mim...
Nós nos encontramos com dois americanos que viajavam juntos. Conversamos por cerca de 20 minutos e logo depois nos apartamos. A gente foi para a Ilha do Sol e eles seguiram para fazer a trilha inca em Cuzco. Sem troca de e-mails ou telefones, nos perdemos. Mas os Incas deram uma forcinha e nos reencontramos no aeroporto de Cuzco onde tomaríamos nossos aviões para Lima. Como se não bastasse, embarcamos no mesmo avião e as poltronas eram ao lado uma da outra, separadas apenas pelo corredor da aeronave.
Já está dando para sentir o clima né? A partir deste histórico vôo minha vida deu uma guinada. Começamos a namorar logo depois da viagem e, com a ajuda da internet, tivemos a certeza do nosso amor e, em Janeiro de 2007,nos casamos. Isso significa que virei uma cidadã americana e vim morar em Charlotte, na Carolina do Norte.
A principio, muitas coisas pra ajustar e resolver. Tive de dar entrada nos papéis da imigração e várias outras coisitas mais. Aí foi quando comecei a perceber o peso da arrogância americana. As perguntas na entrevista eram, pra mim, absurdas. Eles acham que esse país é o grande paraíso, a maior potencia mundial, o sonho de moradia de metade do mundo. O pior é que nesse último ponto eles têm mesmo razão.
Diante de tudo isso cheguei a odiar tanto esse processo a ponto de pedir ao meu marido pra mudarmos para o Brasil, mas os desafios na terrinha do Tio Sam, estavam apenas no início. São varios os desafios de morar longe da terrinha amada, mas como tudo na vida tem os dois lados da moeda...
A gente se adapta muito bem em alguns aspectos, como por exemplo, a questão da segurança. Aqui quase não existem homicídios e furtos, não dá nem para comparar com o nosso Brasil. Aqui podemos parar no sinal às três da madrugada sem ter de ficar em pânico ou apertar o pé pra atravessar no vermelho. As questões ambientais também me encantam: se uma arvore for derrubada, outra deve ser replantada no lugar. A limpeza publica também é super eficiente, assim como a educação, que aqui existe! Os americanos respeitam as leis e tentam seguir a risca. O comercio é super competitivo e você tem acesso a comprar o que quer sem muito esforço, não é a toa que brasileiro aqui, fica louco para comprar tudo que vê.
É claro que também tem vários lados negativos como a questão do individualismo. Me lembro que ao chegar aqui e me vi sem açúcar em casa, fui na vizinha e toquei a campainha. Fui amedrontada por dois cachorros que latiam feitos loucos e ninguém abriu a porta. Vi que tinha gente em casa, apertei a campainha de novo e nada. Desisti, xinguei, chamei de arrogantes mas depois descobri que é parte da cultura deles. Por aqui as pessoas não abrem a porta de suas casas, a menos que seja programado o encontro antes.
Essa falta de calor humano, de não se importar com os outros, pesa muito no inicio, mas depois você vai se acostumando. Essa coisa do tato do brasileiro não existe por onde tenho andado e faz falta! A saudade da família e dos amigos, nem se fala. Aprendi na América e respeitar mais o outro, as leis de transito, a ser menos consumista, a reciclar o lixo, a cozinhar, arrumar, passar e jardinar. E, como nem tudo na vida é perfeito, devemos viver e procurar ser feliz seja lá onde for! Não importa onde você ancorou, o importante é não naufragar"!
Já está dando para sentir o clima né? A partir deste histórico vôo minha vida deu uma guinada. Começamos a namorar logo depois da viagem e, com a ajuda da internet, tivemos a certeza do nosso amor e, em Janeiro de 2007,nos casamos. Isso significa que virei uma cidadã americana e vim morar em Charlotte, na Carolina do Norte.
A principio, muitas coisas pra ajustar e resolver. Tive de dar entrada nos papéis da imigração e várias outras coisitas mais. Aí foi quando comecei a perceber o peso da arrogância americana. As perguntas na entrevista eram, pra mim, absurdas. Eles acham que esse país é o grande paraíso, a maior potencia mundial, o sonho de moradia de metade do mundo. O pior é que nesse último ponto eles têm mesmo razão.
Diante de tudo isso cheguei a odiar tanto esse processo a ponto de pedir ao meu marido pra mudarmos para o Brasil, mas os desafios na terrinha do Tio Sam, estavam apenas no início. São varios os desafios de morar longe da terrinha amada, mas como tudo na vida tem os dois lados da moeda...
A gente se adapta muito bem em alguns aspectos, como por exemplo, a questão da segurança. Aqui quase não existem homicídios e furtos, não dá nem para comparar com o nosso Brasil. Aqui podemos parar no sinal às três da madrugada sem ter de ficar em pânico ou apertar o pé pra atravessar no vermelho. As questões ambientais também me encantam: se uma arvore for derrubada, outra deve ser replantada no lugar. A limpeza publica também é super eficiente, assim como a educação, que aqui existe! Os americanos respeitam as leis e tentam seguir a risca. O comercio é super competitivo e você tem acesso a comprar o que quer sem muito esforço, não é a toa que brasileiro aqui, fica louco para comprar tudo que vê.
É claro que também tem vários lados negativos como a questão do individualismo. Me lembro que ao chegar aqui e me vi sem açúcar em casa, fui na vizinha e toquei a campainha. Fui amedrontada por dois cachorros que latiam feitos loucos e ninguém abriu a porta. Vi que tinha gente em casa, apertei a campainha de novo e nada. Desisti, xinguei, chamei de arrogantes mas depois descobri que é parte da cultura deles. Por aqui as pessoas não abrem a porta de suas casas, a menos que seja programado o encontro antes.
Essa falta de calor humano, de não se importar com os outros, pesa muito no inicio, mas depois você vai se acostumando. Essa coisa do tato do brasileiro não existe por onde tenho andado e faz falta! A saudade da família e dos amigos, nem se fala. Aprendi na América e respeitar mais o outro, as leis de transito, a ser menos consumista, a reciclar o lixo, a cozinhar, arrumar, passar e jardinar. E, como nem tudo na vida é perfeito, devemos viver e procurar ser feliz seja lá onde for! Não importa onde você ancorou, o importante é não naufragar"!












Comentários
Vc merece tudo de bom. Que chovam bençãos na sua vida e na de Bruce.
Bjs
Junior/Joyce
Pra completar encontrou Bruce, gente bonníssima, só pensa em viajar...
O que mais vc quer da vida?
Saúde, paz, fé em Deus e muitos momentos de alegria e prazer que só quem vive intensamente sabe o verdadeiro valor das coisas. Bjs, Abdon
Muito obrigada linda e torco daqui por voce sempre tambem, voce e' muito especial! beijao
oi maninha! não é que você leva jeito para escrever? adorei a parte do ancorar, mas não naufragar rsrsrs. meu amorzinho esta história estava escrita nas estrelas... porque você não aproveita o embalo e escreve sua biografia? olha que tem históóóóória! aprendi que estamos em uma época de quebra cabeça cármico, ou seja, estamos vivendo várias vidas em uma vida só, olhando a sua dá prá ilustrar bem, não é?
Titia ama, beeeijo
Kica
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