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Artigo em áudio
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O Patrimônio Arquitetônico é um livro de pedra, areia e cal a narrar, com a escrita do tempo, a construção da nossa identidade. Igrejas, conventos, edificações militares, casarões de engenhos, espaços culturais, sobrados luxuosos e repartições públicas – cada um que foi preservado é uma página viva da nossa história. Em suas linhas, podemos ver, mais do que estilos arquitetônicos, o crescimento da economia, os avanços tecnológicos, as transformações políticas, a evolução dos usos e costumes sociais, a criação da arte e da cultura que nos definem.


É o mais importante monumento histórico e arquitetônico do Estado e foi tombado pelo Patrimônio Nacional em 1949. Construída na barra do rio Potengi para defender e assegurar a conquista da Capitânia do Rio Grande, a fortaleza destaca-se, há mais de quatro séculos, pela beleza plástica e pelo excelente estado de conservação, mantendo-se praticamente inalterados os espaços originalmente concebidos.

O historiador Helio Galvão acreditava que a Casa de Pedra pertencera, no século XVII, a João Lostão de Navarro, morto pelos invasores holandeses em Uruaçu, em outubro de 1645. Mas o historiador Olavo Medeiros defende a tese de que a casa teria sido construída pelos franceses, como entreposto do comércio do pau-brasil. O mistério sobre datas e usos não obscurece a importância dessa relíquia histórico-arquitetônica, um marco fundamental da ocupação do Rio Grande do Norte.

É chamada carinhosamente de Igreja do Galo, porcausa do galo de bronze fixado no alto da torre, e foi oterceiro templo católico erguido na cidade, entre 1766e 1799. Serviu de quartel da Companhia de Polícia, em1836, e sediou o Colégio Diocesano, atual Marista. Em1938, os capuchinhos instalaram no local o ConventoSanto Antônio.

É a maior expressão da arquitetura neoclássica emNatal. O prédio foi inaugurado em 1873 e transformadopelo governador Alberto Maranhão, em 1902, em sededo governo estadual. Permaneceu como centro davida política do Rio Grande do Norte até 1995. Hojeé um importante centro cultural, com exposiçõespermanentes das obras mais relevantes do acervo daPinacoteca Potiguar.

Construído no século XIX, o sobrado de três pavimentos foi, por muitos anos, o mais alto prédio do bairro da Ribeira. Sede do governo de 1869 a 1902, ganhou uma importância compatível com a imponência e a beleza plástica da construção.

O prédio é de fins do século XVIII e foi construídopara sede dos serviços administrativos e fazendáriosda Coroa, o Real Erário. Em 1817, foi palco de umrelevante fato histórico: a instalação do GovernoRepublicano do Rio Grande do Norte, no período de 9de março a 25 de abril de 1817, presidido por Andréde Albuquerque Maranhão. Atualmente, o belo sobradoabriga o Memorial Câmara Cascudo.

Foi construído em 1904, como Teatro Carlos Gomes, na Ribeira, o centro político, comercial e cultural da cidade à época. Em 1912, foi ampliado e modernizado pelo governador Alberto Maranhão, que lhe deu nome a partir de 1957. Algumas modificações e adaptações foram realizadas, mas a beleza arquitetônica e o porte majestoso do prédio permanecem reinando na paisagem do bairro.

A construção é de 1820 e foi a primeira casa assobradada de Natal. Até o início do século passado, serviu de residência a várias famílias, tendo depois vários usos (inclusive sediando organizações de trabalhadores). Foi comprado pelo Governo do Estado e restaurado em 1965. Atualmente abriga o acervo de João Café Filho, norte-riograndense que chegou à Presidência da República.

O prédio foi inaugurado em 2 de julho de 1917, com arquitetura nos moldes das estações ferroviárias inglesas. Em seu interior, são encontrados azulejos policromados ingleses, em baixo relevo. Foi escola e esta sendo adaptado para abrigar em 2007 a Estação Central da Cultura Popular.

A casa foi construída no início do século XX e adquirida por Luís da Câmara Cascudo em 1947. Ali residiu com a família até morrer, em 1986. Após a morte da viúva, dona Dhalia, a residência foi mantida tal como era no dia-a-dia da família, e as portas foram abertas para os visitantes que desejam conhecer o lugar onde vivia o nosso maior mestre da cultura potiguar.

O prédio foi comprado em 1908 pelo Coronel Aureliano Medeiros, para residir com a família vinda de Macaíba. Após a morte dele, em 1933, o prédio passou por várias formas de ocupação. Hoje abriga o Centro de Documentação Cultural Eloy de Souza.

A construção em dois pavimentos foi uma iniciativa do coronel Silvino Bezerra, em 1879, para sediar a Intendência Municipal e a Cadeia Pública. Com a transferência da primeira, serviu também a atividades culturais e festas. Em 1986, a cadeia foi finalmente desativada. O belo prédio é tombado como Monumento Histórico Nacional desde 1964 e hoje abriga o Museu Histórico de Acari.

O sobrado na praça da Igreja Matriz foi construído na primeira metade do século XIX. A arquitetura imponente destaca-o no casario. Era residência da baronesa Belizaria Lins Wanderley de Carvalho e Silva, esposa do Barão de Serra Branca, Felipe Néri de Carvalho e Silva. Com a morte da baronesa, em 1933, o prédio teve diversos usos até ser transformado em Casa de Cultura Popular.

A pequena capela de Nossa Senhora das Candeias, localizada no Engenho Cunhaú, foi palco do massacre liderado pelo holandês Jacob Rabbi, durante a missa dominical do dia 16 de julho de 1645. Todos que ali estavam foram violentamente mortos. Em 2004 os mártires foram beatificados em solenidade no Vaticano pelo Papa João Paulo II. A capela estava em ruínas até 1985, quando foi restaurada.

Criado no início do século XVII, por Francisco Coelho, o Ferreiro Torto foi um dos primeiros engenhos de açúcar do estado. E cenário de um massacre: o dono, a família dele e 60 moradores foram mortos durante a ocupação holandesa (1633-1654). Em 1845, o coronel Estevão Moura herdou o engenho e demoliu a casa grande e a capela, construindo o belo solar.

A velha Cadeia Pública foi inaugurada em abril de 1880, com dois pavimentos, um deles ocupado pela Câmara Municipal. Foi lá que, em 1883, a Sociedade Libertadora de Mossoró decretou a abolição da escravatura no município, antecipando-se à Lei Áurea de 1888. Foi ainda nesse prédio que, em 1929, Celina Guimarães Viana votou, tornando-se a primeira mulher da América do Sul a conquistar esse direito.

O prédio fica no centro da pequena cidade de Vila Flor, antiga Missão Carmelita de Gramació. Construído no século XVIII, tem dois pavimentos, sendo o térreo destinado à função de cadeia e o pavimento superior aos trabalhos da Câmara. Em 1974, a edificação encontrava-se em péssimo estado de conservação, quando foi resgatada pelo IPHAN, através de uma grande e significativa restauração.














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