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Patrimônio Imaterial
CIDADE - Patrimônio Cultural

Artigo em áudio

O Patrimônio Imaterial engloba os saberes e ofícios, as formas de expressão, os lugares de sociabilidade e as festas e celebrações populares. É um retrato vívido da alma do povo, das suas formas de sentir, de saber, de fazer. No Rio Grande do Norte, elas foram catalogadas por Luís da Câmara Cascudo, que dedicou todo o seu trabalho intelectual a preservar e enaltecer o patrimônio imaterial do povo brasileiro.


Praia da Redinha. Natal
O bloco de sujos surgiu nos anos 60 na Praia da Redinha. Um grupo de amigos resolveu desfilar pelo bairro “fantasiado” com a lama do mangue e com adereços consagrados ao “cão” (o diabo) no imaginário popular. O bloco tornou-se um dos mais populares de Natal, saindo sempre na terça-feira de Carnaval, com mais de dois mil componentes devidamente enlameados.


Estação das Artes Eliseu Ventania, MossoróEm celebração única, o povo de Mossoró conta seus episódios históricos relevantes: a abolição da escravatura 5 anos antes da Lei Áurea; o pioneirismo no voto feminino na América Latina; o Motim das Mulheres; e a resistência a Lampião. É o maior espetáculo ao ar livre do país, reunindo dois mil artistas, coro de 500 vozes e público de 100 mil pessoas a cada dia 30 de setembro.


Praça Cívica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte- UFRNA encenação recria a narrativa bíblica do nascimento de Cristo, enriquecendo-a de elementos da diversidade cultural da região. Realizado pela Prefeitura do Natal, o Auto usa a cidade como cenário e valoriza os artistas locais, que compõem o corpo de atores, bailarinos e músicos responsáveis pelo espetáculo, que acontece anualmente em torno do dia 22 de dezembro.


Sant’Ana, Santa Luzia, Santos Reis e Nossa Senhora dos NavegantesAs festas de padroeiro são uma forte evidência da mescla entre religião e cultura popular no Brasil. As de Sant’Ana (no mês de julho, em Caicó), Santa Luzia (dezembro, Mossoró), Santos Reis (janeiro, Natal) e Nossa Senhora dos Navegantes (agosto, Areia Branca) são as festas mais famosas do Estado.


Mossoró, Assu e Santa CruzSanto Antonio, São João e São Pedro, três dos santos católicos mais populares no Nordeste, regem o ciclo festivo que esquenta a região em junho/julho. Coincide com o período da colheita de grãos. É um dos principais eventos da nossa cultura, celebrado com canjica, pamonha, forró e quadrilha. As maiores festas são realizadas em Mossoró, Assu e Santa Cruz.


Coco-de-zambê, Negros do Rosário, Fandango e CabocolinhosDanças folclóricas das regiões do Litoral e do Sertão. O Coco-de-Zambê (Tibau do Sul) encanta pela dança de roda e a agitada percussão. Inspirado nas aventuras marítimas dos portugueses, o Fandango é dançado em Canguaretama e Senador Georgino Avelino. Os pífanos e a indumentária coloridas caracterizam os Cabocolinhos (Ceará-Mirim). A dança guerreira dos antepassados é preservada pelos Negros do Rosário (Caicó, Jardim do Seridó e Parelhas).


Centro Comunitário da Vila de Ponta Negra (próximo à capela), NatalNa Vila de Ponta Negra, a cultura popular permanece viva e forte. A diversidade dos grupos folclóricos espelha a mestiçagem cultural característica do Rio Grande do Norte. Elementos africanos, europeus e indígenas aparecem nos Congos de Calçola, no Boi de Reis, no Bambelô, no Pastoril e na Capoeira, compostos por jovens, adultos e velhos.


São Gonçalo do AmaranteMilitana Salustino do Nascimento é uma das mais importantes romanceiras do Brasil, preservando na tradição oral raros romances ibéricos medievais, com histórias de reis e princesas, amores, insucessos, heróis e mitos. Agraciada com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural Brasileiro, entregue pelo presidente Lula em 2005, vive em São Gonçalo do Amarante.


Rua Miramar, 173 – Bairro do Areial, NatalSociedade fundada em 1956 por Câmara Cascudo, tendo como Mestre Cornélio Campina. Antigas danças de salão e folclóricas (como o xote, a valsa e a polca), acompanhadas por instrumentos de percussão e sanfona, fazem do Araruna único grupo do gênero no país. Casaca e cartola compõem a vestimenta masculina, enquanto as dançarinas usam vestidos de saia rodada, tudo no clássico preto e branco.


Tibau
Arte criada pelas mulheres de Tibau, que utilizamas coloridas areias da praia para confeccionarpaisagens dentro de garrafinhas, com o auxílio definos instrumentos (talos de coqueiros). Paisagensrurais, cenas marinhas, figuras humanas e desenhosgeométricos são os temas preferidos. Uma dasmestras do ofício é dona Josefina Fonseca,conforme registro do folclorista Veríssimo deMelo, na década de 1960.


CaicóAtradição de as moças bordarem o próprio enxoval foitrazida pelos colonizadores portugueses para a regiãodo Seridó e ainda hoje é praticado pelas mulheresde Caicó. Elas se organizam em cooperativas econfeccionam o bordado à mão, o ponto cruz e orichiliê, para fins domésticos e comerciais.


Natal
Alguns peixes pequenos espetados num palito de coqueiro, fritos no azeite de dendê e colocados dentro de uma tapioca. A receita é simples e foi criada, segundo a tradição, por um pescador inconformado com o desperdício das gingas. É um dos pratos mais apreciados e facilmente encontrado nas praias do estado, especialmente na Praia da Redinha (Natal).


Caicó
Há mais de 300 anos a população do Rio Grande do Norte come a carne-de-sol, considerada uma de nossas melhores iguarias. É uma evidência da força da força da pecuária na colonização do sertão. Os pedaços de carne verde são salgados e desidratados, o que permite o consumo durante bastante tempo. Acarne-de-sol típica é a de Caicó, comercializada em restaurantes de todo o estado.


Carnaúba dos Dantas
Na definição genérica, chouriço é a lingüiça de carne de porco picada e temperada, ou de sangue cozido com temperos. Mas o chouriço do sertão é o chamado doce de chouriço, feito com sangue e banha de porco, farinha de mandioca, rapadura, canela, erva-doce, cravo, pimenta-do-reino, gengibre e água. Um trabalho executado pelas chouriceiras ou mestras-do-chouriço – como as de Carnaúba dos Dantas –, que fazem o doce da forma tradicional, vendendo-o de casa em casa ou através de rifas.


A Serenata dos Pescadores - Praieira, poema de Othoniel Menezes (1895-1969) com melodia de Eduardo Medeiros, é considerada Canção Tradicional de Natal, através do Decreto-Lei 12, de 22 de novembro de 1971. A Praieira foi cantada em público pela primeira vez no dia 16 de dezembro de 1923, por Deolindo Lima, no Teatro Carlos Gomes, hoje Teatro Alberto Maranhão.


Valsa composta pelo compositor Antonio Pedro Dantas, popularmente conhecida como Tonheca Dantas (1871-1940). O título homenageia antigo cinema de Natal. A valsa, de grande beleza lírica, foi executada diversas vezes pela orquestra da Rádio BBC de Londres durante a Segunda Guerra Mundial.
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Comentários

avatar Beth
Tudo o que eu estava precisando achei aqui!!!!! Maravilha!!!

E parabéns pelo belo site!!!!
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avatar Aliomar
Achei o que estava procurando,
AGora, como faço p/saber onde comprar o Chouriço Doce Gente, eu comi qdo criança, e achei que ninguem mais fazia, parece até que sinto o gosto ainda.
Gente me falem onde acho p/comprar.
obrigadão.
Eli
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avatar Equipe do Portal
Uma boa dica onde encontrar o Chouriço Doce é na Feira do Alecrim, que acontece todos sábados, no tradicional bairro do Alecrim, em Natal.
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avatar ARTHUR
ARTHUUR
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avatar rodolfo
tudo o que eu estava presicando
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avatar LILIH ARAUJO!
ADOREI....
O QUE EU ESTAVA PROCURANDO ACHEI A QUI!!
EU ADORO GINGA COM TAPIOCA E UMA DELICIA!!!
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avatar Anne
Adorei o site!
Muitas pessoas não tem nem idéia do que é patrimônio imaterial.
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