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Artigo em áudio
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Como os conquistadores arrogantes de outrora e os preconceituosos de todas as épocas, os que se agarram aos contornos imaginários de uma Índia etérea e pura acabam impossibilitados de perceber uma outra sutileza desse complexo subcontinente. Na Índia, o presente não descarta o passado e muitas eras compartilham o mesmo espaço, numa aquarela de hábitos, idéias, crenças, filosofias e também ciência que se relacionam até quando se encontram em aparente rota de colisão.
Quem consegue superar esse choque inicial, logo percebe que a Índia, apesar de seus contrastes, não é um país mergulhado no atraso, em descompasso com o mundo globalizado. Ela detém a segunda concentração de PhDs do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos, fornece especialistas em informática para vários países, dispõe de um excelente sistema de comunicações, envia satélites ao espaço e até virou potência nuclear.
Favorecida por um estado laico e democrático, sua economia cresce ao ritmo de 7% ao ano e pode tornar-se a terceira do planeta até 2040, segundo algumas previsões. É, no entanto, zelosa de seu patrimônio cultural e espiritual de mais de 5 000 anos e a ele se refere constantemente para viver o presente, ainda que não existam garantias de que continuará a fazê-lo para moldar o futuro. Conhecê-la é desfrutar de uma oportunidade rara de realizar uma viagem física no tempo, navegando na diversidade e complexidade do único império ancestral a sobreviver quase intacto nos nossos dias, com seu arcabouço filosófico a cada dia mais solicitado no ocidente .
(*) Outras reportagens e crônicas de Jomar Morais estão publicadas no site Planeta Jota – www.planetajota.jor.br













Comentários
Fiquei com vontade de conhecer à India.