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Christchurch - um pedaço da Inglarerra na Oceânia
COLUNISTAS - Planeta J
Escrito por Jomar Morais   
Seg, 15 de Junho de 2009 16:18
Artigo em áudio

O avião da Jet Star deixou-me em Christchurch, a segunda maior cidade da Nova Zelândia, com 360 mil habitantes, na costa leste da ilha sul. Dizem que Christchurch é a cidade “mais inglesa” fora da Inglaterra. Alguns detalhes, como a arquitetura das casas e o traçado das ruas, reforçam esse rótulo.

A melhor herança dos fundadores britânicos, porém, são os parques e jardins que embelezam a área urbana. A propaganda oficial refere-se ao local como a “Cidade Jardim” e “Portão da Antártica”, devido à proximidade do continente gelado do pólo sul. O Jardim Botânico é uma de suas atrações turísticas. Outra é o Antarctic Centre, onde se pode apreciar até pinguins.

A vida corre tranquila em suas amplas avenidas. Durante o dia, o movimento das pessoas se concentra na praça da catedral de Christchurch (anglicana), área onde estão esculturas religiosas tradicionais e arte contemporânea, além da estação do bondinho turístico que circula pelo centro. No final da tarde, o agito se desloca para os cafés e restaurantes às margens do rio Avon e adjacências e avança madrugada a dentro em boates e discotecas escondidas em vielas transversais às ruas e avenidas.

Tudo num raio de não mais de dois quilômetros a partir da catedral. Não há metrô na cidade nem ônibus executivo para o aeroporto. O traslado pode ser feito de van ao preço médio equivalente a 12 reais. Mas não precisei disso na chegada. No avião da Jet Star, conheci o monge inglês Janananda, da Iskon, a sociedade Hare Krishna, e após conversarmos sobre hinduísmo, fui convidado gentilmente a seguir com a comitiva de praticantes que o aguardava no aeroporto.

Assim, antes de seguir para o hotel, participei no templo dos Hare Krishna de um breve cerimonial de boas vindas a Janananda, um homem tranqüilo e sempre sorridente que divide seu tempo entre Londres e missões religiosas pelo mundo. No final da tarde engrossei as fileiras de jovens que, atrás do monge, cantavam louvores a Krishna sob o olhar curioso de quem curtia a happy hour junto ao Avon.

Mais textos do jornalista Jomar Morais: www.planetaj.jor.br

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