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O dia em que tudo vai acontecer, a gente nunca sabe. Não sabemos quando vamos nascer, nem quando vamos andar, falar, comer, namorar, casar, ter filhos, morrer... definitivamente não sabemos.
Não sabemos sequer se daqui a alguns minutos o trem das nossas vidas vai perder o rumo e nos arremeteremos para onde nunca imaginávamos.
Faço essas reflexões diante da recente perda uma pessoa muito querida. A minha vozinha que nunca tive, a minha amada Dona Maria que tanto me amava também.
Dona Maria desde que chegou a esse mundo assumiu a missão de servir. Perdeu os pais cedo, foi criada por outra família, sofreu a delicadeza de não ter um lar. Depois casou, teve 13 filhos, vários netos e se despediu da terra aos 85 anos com a dádiva de ter colocado até bisnetos no braço.
A mim, ela conheceu já mocinha. Mas aos seus olhos eu parecia um bebê a quem ela sempre chamava de “minha linda” e dava aquele afetuoso abraço já me convidando para comer um arroz super saboroso que só ela sabia fazer. À minha amada Dona Maria desejo toda a paz que o desapego desta terra possa oferecer e que lhe seja retribuído o carinho que tanto ela germinou por aqui.
Sinto intensamente por nossa filhinha não mais encontrá-la quando a essa terra chegar. Mas rogo a Deus para que, enquanto ainda estiver no céu, Helena possa acolher a nossa vozinha com um belo sorriso, um caloroso abraço e a seguinte mensagem: Vovó a senhora já cumpriu sua missão, agora descanse e abra sua alma para a intensa luz divina que jorra por aqui. Não se preocupe com os que ficaram na terra. Apesar da dor da sua ausência, eles vão seguir adiante e um dia todos iremos nos reencontrar...













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