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As contradições do mundo nos inquietam e nos fascinam. Se não fosse assim, não seríamos o que somos: seres repletos de possibilidades de mudança.
Hoje não acordei como ontem, fui levada a dar uma pausa na correria e apreciar um pouco do muito que foi o mestre Chico Xavier.
O que faz de alguns, seres diferentes? O que faz um menino pobre se tornar tão rico em realizações? O que falta para todos sermos realizadores? O medo inerte da morte?
Enquanto o documentário do centenário de Chico Xavier passava na televisão, uma passeata de mães chorosas pela perda de seus filhos passava pela janela do meu quarto que se abria para a infinitude do mar.
Eu, com meus dois ouvidos, tentava sintonizar apenas um canal, o que mostrava a história de uma vida exemplar voltada para a paz e a dedicação ao próximo. Mas minha audição também permanecia ligada nas consequências da violência urbana sofridas por tantas mães. “ Entre na minha casa, entra na minha vida... sara todas as feridas...” Esta é parte da letra da música que entoa a marcha pela paz, talvez a atribuição ao outro na busca pela solução dos nossos anseios seja o que nos paralisa.
Chico Xavier era um entregador de recados do além. Ele escrevia a mensagem mas, a prática, dependia de cada ser vivo, de cada um de nós, habitantes desta terra cheia de flores e pedras nos mais diferentes caminhos.
Para mim, o principal recado de Chico, é de que a luz que tanto buscamos, irradia de dentro para fora. O verdadeiro amor que não espera nada em troca, jorra de dentro para fora. Tudo é assim, simples assim. O complexo é deixar germinar no mundo tudo de bom que a gente tem prá dar sem nos importar que a colheita seja feita por quem, na nossa opinião, não é merecedor...













Comentários
Parabéns pelo texto; está bpnito e profundo.
Beijo,
PS: Você bem sabe que só você sabe me retratar de corpo e alma.