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Primavera Nordestina
COLUNISTAS - Pé no Mundo
Escrito por Glácia Marillac   
Dom, 13 de Setembro de 2009 21:07

Aqui seu moço as flores não têm data para nascer não

nascem em qualquer estação nascem na chuva

nascem no sol,  nascem no arder do sertão

Surgem do nada erguem o tudo

fazem a vida florescer, às vezes no cimento

até em dia cinzento elas insistem em nascer

São pequeninas, fortes, faceiras

na beira da pista nascem ligeiras

e torcem para de sede não morrer

Aí o Cristo Bondoso manda o inverno generoso

para o verde franco crescer

E a gente estusiasmado vai logo plantar no roçado

para mais tarde colher .

Aqui nós somos assim, nunca falta fé no jardim

e sobra vontade de viver.  

Porque quando diminue a esperança

surge logo na lembrança uma nova flor que vai nascer...

 

* esse poema foi ditado a mim numa sexta-feira da paixão, às 02:15 horas da manhã. Quem ditou... não sei... mas certamente foi alguém que, num outro plano, consegue reconhecer com intensidade a força sempre latente do fértil sólo do sertão. Você deve ter notado que o texto não tem pontuação. Vírgulas e ponto final não combinam com uma poesia sertaneja. Como no imprevisível ciclo natural da terra nordestina só existem espaços para reticências...

Com Carinho, Glácia Marillac.

 

Comentários

avatar Jaya Marga Devidasi
Uau........ tá lindo esse poema
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avatar Francineide
Lindo igual a autora!!!!
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avatar Plínio Faro
Conhecia a sua competência como jornalista e a sua simpatia como pessoa. Conheço agora um pouco da sua sensibilidade como poeta. É uma grata surpresa!Fico muito feliz em conhecê-la. Um abraço.
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