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Dá para viver sem condicionadores de ar
COLUNISTAS - Pé no Mundo
Escrito por Glácia Marillac   
Qua, 10 de Junho de 2009 07:22
Artigo em áudio

Faz pouco tempo. Uma semana talvez. Dei uma trégua na corrida diária e fui assistir a uma palestra da escritora Claudia Matarazzo. A especialista em etiqueta falou pouco em como se portar com estilo nos mais exigentes lugares. Deu a dica da faca na mão direita e se deteve principalmente em falar da necessidade de nós, mulheres, dedicarmos mais atenção à família.

Claudia Matarazzo sugeriu que todas as profissionais do sexo feminino, especialmente as mães, proponham uma redução de 30% na jornada de trabalho para investirem a mesma porcentagem no cuidado com os filhos. Sugeriu também mais atenção na relação crianças e internet e falou da importância de impor limites.

A escritora disse ainda achar um absurdo os pais gastarem um monte de dinheiro com festas em buffet para os filhos e aconselhou mais brincadeiras e menos luxo nas diversões infantis. Eu que ainda não sou mãe fiquei prestando atenção nas reações das mulheres presentes que, na maioria das vezes, se mantinham silenciosas parecendo fazer uma rápida auto-reflexão. Também aproveitei para ir assimilando algumas dicas já até bastante conhecidas, mas pouco praticadas.

Apesar da grande quantidade de informações, o que me chamou mesmo a atenção foi o local onde a palestra foi proferida: em um auditório super fresquinho sem nenhum ar condicionado. Acredita? Pois é, eu também fiquei surpresa de ver que ainda existem lugares preservando antigos e saudáveis costumes como as janelas abertas para dar livre passagem ao carinhosos frescor do vento.

Ter a sensação de estar livre dos caixotes fechados cheios de splits para congelar o ambiente também deixou aliviada a nossa palestrante, que enfatizou: " Temos de manter as janelas do nosso coração sempre abertas como esse auditório, que dá passagem para que a brisa entre suave com a sua delicada presença."

Quem quiser conferir, o auditório fica na escola doméstica, em Natal. Mesmo sem nenhuma palestra vale ir constatar que a vida pode ser bem mais simples e, se não der para reduzir o trabalho, como sugeriu a palestrante, dá pelo menos para reduzir os gastos com energia e com remédios para as alergias provocadas pelos condicionadores de ar da vida...

Comentários

avatar Marcia
Puxa, adorei saber. Eu detesto condicionadores de ar.
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avatar Ézio Walter
Apesar de ter morado por três anos em Natal e passar quase que diariamente na porta da Escola Doméstica, nunca tive o privilégio de entrar lá. E olha que vontade eu tive. E muita. Aliás aquele tanto de árvores na entrada da escola me passava uma idéia do tanto que lá dentro deveria ser bem ventilado. É isso aí. Mais árvores e menos condicionadores de ar.
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avatar Glacia
Pois, é Ezio.
Um bom exemplo a ser seguido.
Como muitos que vc tem a dar. Abs,Glácia.
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avatar laryssa
Ainda não conheço o lugar mas concordo com a iniciativa, ar condicionado não faz bem a ninguém...
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avatar glacia
Tomara que volte à moda, né?
Abraço.
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avatar Silvana Freire
E' isso ai! eu detesto os tais ar-condicionado s, nao troco nada pelo ventinho batendo no rosto...os acaros amam esse ar refrigerado! Tentemos ao menos evita-lo. bjs
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avatar glacia
Pois é... mas como voltar aos velhos tempos? Nossos prédios hoje viraram caixotes refrigerados...
Obrigada pelo comentário, Sil.
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