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Artigo em áudio
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Em dezembro de 1597, uma frota comandada pelo administrador português Jerônimo de Albuquerque desembarcou no rio Potengi com a missão de fundar uma nova cidade e construir um forte para proteger os colonos portugueses das incursões dos piratas franceses, que estavam tentando negociar com os potiguares, índios nativos.
À mesma época, por terra, chegou à região um grupo chefiado pelo então governante de Pernambuco, Manuel Mascarenhas Homem. Em 6 de Janeiro de 1598, este grupo começou a construir o Forte dos Três Reis Magos e em 25 de Dezembro de 1599, foi fundada uma pequena vila a pouco mais de 2 km de distância do Forte cujo nome passou a ser Natal, em referência à data de fundação.
Já em 1633, os holandeses invadiram Natal e o Forte foi renomeado para Fort Keulen, e assim ficou até 1654, quando os portugueses o retomaram. Os holandeses e portugueses não tiveram muito interesse no desenvolvimento da região de Natal. O solo da cidade arenoso e entrecortado por baias, não era favorável ao plantio da cana de açúcar, principal economia da época.

No começo do século 19, Natal era ainda uma pequena vila, dividida em duas áreas principais: a Cidade Baixa, perto do cais do porto, que concentrava o comércio e a Cidade Alta e o topo dos morros ao redor do porto, onde se localizavam igrejas e prédios do governo. Somente em 1922, no governo de Pedro Velho, foi que a cidade começou a se modernizar. Em 1930, após a vitória da Aliança Liberal , que enfrentou o domínio dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, Natal iniciou um acelerado processo de urbanização.
Durante a II Guerra Mundial, a capital do Rio Grande do Norte passou por mudanças rápidas em seu estilo de vida. Isso ocorreu quando o aeroporto de Parnamirim, cidade vizinha à capital, foi utilizado para abrigar uma base militar, que tinha posição estratégica para servir os aliados baseados no norte da África. Graças a essa base, milhares de soldados americanos passaram os anos de guerra em Natal e influenciaram profundamente no modo de vida da cidade além de trazer novos produtos industrializados, dizem inclusive que Natal foi a primeira cidade brasileira a conhecer o chiclete.

Em décadas recentes, o turismo tornou-se a principal atividade de Natal. O sol brilha praticamente o ano todo (a estação chuvosa concentra-se de abril a junho). O calor é aliviado pelos ventos alísios, proporcionando uma temperatura com poucas variações e atingindo no máximo 33º C. Por causa dessas benesses naturais toda uma infra-estrutura turística, incluindo hotéis, restaurantes, agências de viagem, etc, teve rápido desenvolvimento.
Como a urbanização da cidade foi recente, o crescimento foi precedido de boa dose de planejamento. A cidade não cresceu em demasia, como aconteceu em algumas capitais do Brasil. Isso significa que Natal tem conseguido manter uma atmosfera tranqüila, sem deixar de agregar os confortos de uma cidade moderna. Mas, como todo o país, está cheia de desafios pela frente: a garantia do desenvolvimento sustentável é portanto, a principal meta para um futuro promissor.













Comentários
Um abraço a todos.
Regina