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Artigo em áudio
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Estamos mergulhados em um mundo de linguagens e dele só escaparemos, um dia, quando fizermos nossa passagem para um outro plano. Não sem aqui deixar uma lápide com palavras finais da existência transcorrida. Não seriam essas palavras finais um fechamento de ciclo que se iniciou na pulseirinha da maternidade, na qual se escreve o nome da mãe?
Vivemos imersos em linguagens. Nada pode ser feito sem que seja intermediado pela linguagem. Um simples olhar pode representar um complexo enunciado. Não bastasse isso, nosso mundo é “grafocêntrico”, ou seja, é centrado na leitura e na escrita. Entre nós, tudo, absolutamente tudo, envolve leituras e nossas respostas são sempre ancoradas em experiências vividas, ouvidas, lidas e escritas.
Ao abrirmos os olhos pela manhã, lemos; dormindo, temos sonhos que sempre envolvem linguagens; acordados, comentamos e/ou apenas nos interrogamos sobre os ‘sonhos sonhados’. O que seria isso se não leitura?
Particularmente, acredito que haja uma outra vida e que, do outro lado da vida, haja mais textos (todos muito bem escritos) e, consequentemente, prazerosas leituras. Sim, porque a leitura-prazer, a leitura-fruição existe! Obviamente, a leitura-desprazer também.
É por acreditar nas leituras que encaminham nossas vidas que estou feliz por participar deste portal, preocupado com a cidade, com os cidadãos e tudo o que isso representa. De bom e de ruim. Amplas leituras à frente.
Aqui, teremos a oportunidade de constatar que ler através da Internet é diferente de ler uma folha de papel impressa. É uma outra aventura. Até o nome dos textos disponibilizados na Internet é diferente: ‘hipertextos’.
Pois bem, hipertextos nos aguardam, cheios de links interessantes que tanto podem fomentar a curiosidade dos leitores-internautas mais ansiosos quanto podem ser literalmente ignorados sem que ninguém se chateie por isso. É a democratização da leitura no seu sentido mais amplo. ‘Vc lê o q quer até o pto q quer ler’. E p(r)onto.













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