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E não é que M. Night Shyamalan conseguiu fazer mais um filme ruim!? “O Último Mestre do Ar” (The Last Airbender/EUA/2010) é o novo fiasco dirigido pelo mesmo realizador de “Corpo Fechado”, “a Dama na Água”, “Sinais”, “A Vila” e “Fim dos Tempos”. Com Exceção de “O Sexto Sentido” (até agora seu único sucesso de bilheteria, público e crítica, realizado há mais de 10 anos), onde um garoto vê e conversa com pessoas mortas, Shyamalan vem amargando fracasso após fracasso no cinema. No ritmo que está, falta pouco para que ele ficar lado a lado com Ed Wood na categoria de pior diretor do mundo do cinema.
A comparação acima pode até soar exagerada. Mas, no caso de Wood, o que ele menos tinha era dinheiro para bancar suas histórias. Seus personagens eram interpretados por amigos ou atores em fim de carreira como Bela Lugosi (o primeiro Drácula do cinema) que os ajudavam a transformar suas idéias loucas em filmes. Em péssimos filmes, diga-se de passagem. Em contrapartida, M. Night Shyamalan tem estúdios poderosos como a Warner Brothers que investe milhões de verdinhas não só nos roteiros (que ele mesmo escreve), além de bancar o cachê de astros como Bruce Willis, Mel Gibson, Joaquim Phoenix, William Hurt e Samuel L. Jackson, só para citar alguns. O que está dando errado então?
Bom, no caso de O Último Mestre do Ar, dá para sacar de cara algumas falhas graves. A primeira seria a própria história do filme, extremamente confusa para quem não acompanhava o anime (desenho japonês) no qual o filme é baseado. Outro ponto que decepciona são as atuações de Dev Patel (de Quem Quer Ser um Milionário?) e do estreante Noah Ringer (no papel do Avatar Aang, principal personagem do filme). Os diálogos também são fracos e sem muita expressão.
O filme conta a história do menino Aang que, ainda criança, estava sendo preparado para ser o próximo Avatar: único ser capaz de dominar os quatro elementos - a água, o fogo, o ar e a terra. Assustado com as responsabilidades de tão importante posição e de abrir mão de sua vida, ele foge. Surpreendido por uma tempestade de gelo, Aang fica aprisionado e permanece desaparecido por 100 anos. Nesse tempo, a Nação do Fogo se impõe violentamente sobre as outras três (água, ar e terra) e inicia um período de dominação e terror. Encontrado por dois irmãos da Nação da Água, Aang agora precisa terminar seu treinamento para se tornar o Avatar, derrotar a Nação do Fogo e restabelecer a paz entre os quatro povos.
Corre a boca pequena em Hollywood que Shyamalan (que escreveu o roteiro e cujo filho é fã do anime) teria consultado seu pequeno sobre as direções que a história deveria tomar. Well... deixar nas mãos de uma criança as decisões sobre qual caminho um filme seguir, principalmente com um orçamento milionário e que têm de se pagar, sobretudo, em bilheteria, não soa realmente como uma boa idéia. A repercussão de O Último Mestre do Ar anda tão ruim que não se cogita mais a possibilidade de uma continuação para 2011, tantos são os prejuízos acumulados com a atual produção.
Bom, enquanto M. Night Shyamalan segue na direção errada e, se permanecer assim, em curso de cair no esquecimento, Ed Wood, que é sempre lembrado por nunca ter feito um filme sem que esse fosse arrasado pela crítica, somente após a sua morte - aos 54 anos - teve sua obras (de tão trash) elevadas ao padrão de “cult”. Rezo, portanto, para que a história de Wood não repita com Shyamalan que ainda está com 40 anos. Esperar mais 14 anos para que ele nesse período faça um bom filme, ou tenha suas produções também transformadas em “cult”, seria um grande desperdício de tempo e dinheiro. E, no caso de Shyamalan, de muito dinheiro.
P.S.: Para quem quiser saber mais sobre Ed Wood, ele teve sua história contada em 1994 pelo diretor Tim Burton (Batman, O Estanho Mundo de Jack, A Noiva Cadáver) com Johnny Depp no papel de Wood.
Horários:
Cinemark:
11h40 - 14h10 - 16h40 - 19h10
21h30 - 00h00
Moviecom:
O Último Mestre do Ar
13h25 (preço especial R$ 9,00 inteira e R$ 4,50 meia) - 15h30 - 17h35 - 19h40
Promoção 2ª feira - Inteira R$ 6,00 e meia R$ 3,00












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