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Reflexões sobre o capitalismo intelectual
COLUNISTAS - Coisas da vida
Escrito por Newton Arguello   
Seg, 20 de Setembro de 2010 16:20


Aviso aos navegantes: vocês já não são donos de seus próprios negócios. Não adianta aplicar seu sofrido dinheirinho apenas em ativos fixos: uma fábrica; equipamentos; escritórios... A prestigiosa revista Fortune apresentava, na virada do milênio, artigo assinado por seu Editor Chefe, Thomas Stuart, onde ele afirmava que o capital humano era  o lugar onde se iniciam todas as escadas; a fonte de inovações. “...o dinheiro fala mas não pensa”. As máquinas, quando bem programadas, costumam trabalhar muito melhor que qualquer ser humano. Pensar e criar fazem parte dos ativos fixos dos quais depende o conhecimento... e as empresas dessa talentosa área e seus trabalhadores são mais valiosos porque para eles é mais fácil abandonar seus empregadores levando consigo seus talentos e seu trabalho.
Resumindo: os tempos mudaram. Hoje as empresas não podem mais prescindir dos talentos daqueles que acumularam ao longo de suas vidas experiência e informações de difícil reposição... sobretudo quando eles migram para um competidor ávido por piratear informações....
Em seu artigo ...A Nova Era do Capital Intelectual Thomas Stuart relata  porque empresas como a Microsoft preferem partilhar a companhia com a experiência desses novos cérebros da Casa, como forma de mantê-los cada vez mais vestindo a camisa de Mr. Gates.
No caso desse gigante da informática, tal posse se divide meio a meio entre as pessoas que investiram capital financeiro na empresa, ou seja os que nela aplicaram capital externo, e os que investiram capital humano, como os funcionários e fundadores.
Logicamente, tudo isso pode acontecer, e com freqüência  cada vez maior, em empresas privadas com visão de futuro. Se este não é o caso de “sua” empresa, o remédio é relaxar... ou esperar que outro gigante  se apodere de sua empresa, ou de seus segredos. O novo dono leva a empresa, e também você como herança. Depois é só esperar pelo assédio para transferir seus conhecimentos para a  empresa de seu novo patrão. Um Mr. Gates da vida, por exemplo...
Afinal, é sempre melhor investir num novo patrão que tenha visão de futuro.

Comentários

avatar Mércia Liberato
Bom artigo Newton. Parabéns pela sintonia com o mundo atual.
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avatar José de Anchieta S Correia
Amigo Newton,
Afinal te encontrei graças a esse monstro - o Google. O seu estilo continua o mesmo. Parece que estou vendo você falar.
Mas agora gostaria de saber onde você tem andado, pois amigos como você não podem ficar distantes por muito tempo. Vai aí o meu nome e e-mail. Ficarei atento às saus notícias. Tenho boas novas a lhe contar. Abs. J. Anchieta
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