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Artigo em áudio
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Hipócrates – “O Pai da Medicina” – Viveu há 2.500 anos. Antes, portanto, da era cristã. Outro grego, Galeno, radicado em Roma, também sobressaiu na medicina, à mesma época. Ambos na Idade Antiga.
Já nas idades Média e Moderna, os conhecimentos em medicina, no Ocidente, avançaram pouco, face à forte resistência da Igreja Católica, via Inquisição, que iria inibir até mesmo sob pena de morte a pesquisa científica.
Em pleno Renascimento ( Sécs. XIV, XV e XVI ) houve no Ocidente uma arriscada retomada dos estudos científicos e testes de laboratório, face aos riscos da inquisição, mas foi só a partir do Séc. XVII que se passou a poder melhor compreender a anatomia e a fisiologia humanas, graças à descoberta do Sistema Circulatório do Sangue pelo cientista-pesquisador William Harvey. Já no Séc. XIX, com a invenção do microscópio acromático, Louis Pasteur iria possibilitar outros importantes avanços para a medicina, ao descobrir que as bactérias eram responsáveis por boa parte das doenças.
Tudo isso já no final da Idade Moderna e, a seguir, na Contemporânea. Nesta, teve início um explosivo crescimento do conhecimento humano, com destaque para a medicina, que também se beneficiaria pela expansão dos grandes laboratórios. Estes iriam então investir pesadamente na pesquisa científica e na produção de medicamentos, que se tornaria um negócio milionário, com repercussões altamente positivas para a medicina e a saúde humanas.
A História da Humanidade
A História da Humanidade tem por referencial, para os ocidentais, o nascimento de Cristo. Assim, quando fazemos os registros de nossa história, embora não descartemos os demais referenciais, adotamos como base de nosso calendário a civilização européia como um todo e, por via de conseqüência, a dos povos que com elas compartilharam de perto a História. Na verdade, isto se aplica até mesmo ao nosso calendário, que adota o nascimento de Cristo como um ponto de referência, onde as datas posteriores a esse marco são contadas em forma positiva e registrados como dC ( depois de Cristo), e as datas anteriores são registradas como aC ( antes de Cristo).
A História, contabilizada pelos ocidentais, é dividida em cinco grandes períodos, sendo o mais longo a pré-história, que se estende desde o surgimento do homem, que teria sido há 3 milhões de anos, até a invenção da escrita, em torno de 3.500 a C. Seguem-se a Idade Antiga, desde o surgimento da escrita até a invasão e conquista do Império Romano Ocidental, pelos Bárbaros, em 476 d.C; Idade Média – que teve início naquele ano e terminado em 1453 com a tomada de Constantinopla ( Império Romano do Oriente) pelos turcos; a Idade Moderna - que começou ao longo do século XV com as grandes navegações, e perdurou até a época da Revolução Francesa, em 1789; e a Idade Contemporânea – que perdura desde esse outro marco histórico até hoje, já então no início do Terceiro Milênio.
Importante é lembrar que houve, também, um período essencialmente cultural, que se sobrepõe àqueles períodos da História: o Renascimento. Este começou na Itália no Séc. XIV e se ampliou, principalmente na Europa, nos Sécs. XV e XVI. A visão renascentista da História abrangia três períodos: as idades Média, Moderna e o século inicial da Contemporânea, e era voltada principalmente ao estudo do passado cultural greco-romano naqueles períodos, especialmente as artes.
O enfoque marcadamente ocidentalista dos eventos históricos, conquanto não se estenda mais detalhadamente às demais regiões, é pontilhado por eventos de âmbito global e de grande significado para o nosso lado da humanidade. Na verdade, em anos mais recentes, um bom numero desses eventos extrapolou o universo ocidentalista ( ex.: I e II conflitos mundiais) tendo repercutido, direta ou indiretamente, sobre os demais países do globo. Isto, em períodos mais atuais medidos apenas em décadas. Mas em alguns desses períodos – relativamente curtos no espectro maior da História - o saldo negativo em perdas de vidas humanas foi contabilizado em dezenas de milhões.
Importantes períodos históricos
Na verdade, se alongarmos em forma retroativa e mais abrangente o escopo da análise da História, verificamos que alguns períodos tiveram significado bem mais profundo, e conturbado, no cômputo dos demais eventos que “fizeram a História”. Tal é o caso da Inquisição. Esta, segundo alguns autores, teria sido imposta em 642 pelo papa Teodoro I, dirigida inicialmente contra “as heresias dos filósofos herméticos” e que durou 1200 anos Outros, atribuem seu início à determinação do Papa Gregório IX, em 1232, ou seja, abrangendo um período bastante menor. De qualquer maneira, foi uma longa “Idade de Trevas” onde centenas de milhares de pessoas teriam sido torturadas ou queimadas vivas pela Inquisição, que se caracterizava por determinar que o réu em julgamento era presumivelmente culpado!
Além do cidadão comum, muitos cientistas também foram perseguidos por defenderem idéias contrárias à doutrina da Igreja. Galileu Galilei, astrônomo italiano que afirmara que a terra girava em torno do sol, teve de retratar-se, e por pouco escapou de morrer. Igual sorte não tiveram Joana D’Arc e Giordano Bruno, que foram julgados pela Inquisição e morreram na fogueira. Essa perseguição, voltada inicialmente para os hereges, protestantes e judeus, e que foi ampliada para satisfazer aos caprichos da Igreja, entre eles a prática do sexo imposto às mulheres pelos inquisidores, só terminou no início do Séc. XIX.
No Brasil, já com a família real em nosso País, ainda chegaram a ser julgados no Nordeste alguns cidadãos, aos quais se atribuía a prática de heresias, além de judeus que ali haviam se instalado. Mas não há registro de execuções por tortura, como chegou a acontecer nos EEUU, no episódio das ~ feiticeiras de Salem~.
O que vai acima comentado o é desde um enfoque essencialmente ocidentalista, ou seja, nos países tidos como Cristãos. Mas havemos que considerar que o mundo maior acolhe outras crenças, raças e religiões. Vemos, por exemplo, que a cultura judaica já registra 5 mil anos em seu calendário, e da mesma forma há que se contabilizar os hindus, chineses, japoneses e muçulmanos, entre outros, que embora adotem o calendário ocidental, não aceitam Cristo como referência.













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