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Artigo em áudio
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O longo desenvolvimento inicial da História por nós conhecida, descontado o atribuído nascimento do homem há 3 milhões de anos, começou sob o critério ocidental com a invenção da escrita, em torno de 3.500 AC.
No Ocidente, os episódios subseqüentes se desenrolaram mediante uma série de critérios. Para nos concentrarmos num dos aspectos mais importantes para a humanidade, e isto contabilizado apenas em nosso lado do mundo, a medicina teve seu verdadeiro início atribuído a Hipócrates e Galeno, seus expoentes máximos, há aproximadamente 2.500 anos. Cinco séculos, portanto, antes do nascimento de Cristo.
Os períodos subseqüentes, e isto ao longo do desenrolar de 25 séculos foi pleno de acontecimentos, alguns cobrindo o período maior da Santa Inquisição, e outros mais recentes como as duas grandes guerras do século XX. Mas dentro de uma moldura mais recente, embora abrangente, há que se destacar os extraordinários episódios compreendidos entre as três ultimas décadas do século XX e os dias de hoje, quando o desenvolvimento humano, em quase todos os quadrantes do mundo, se processou de forma avassaladora.
Essa tendência é ilustrada por um pronunciamento de David Linowes, à época diretor geral da biblioteca do Congresso, em Washington, declarou ao final do século XX, com a presença do Presidente dos Estados Unidos, que “o conhecimento humano duplicou nos 1.500 anos compreendidos entre o nascimento de Cristo e os grandes descobrimentos; e iria duplicar novamente no período compreendido desde então e o início da Revolução industrial 300 anos depois; e duplicaria novamente nos 100 seguintes, até o início do século XX. Agora, então afirmava Linowes, o conhecimento humano se duplica a quase dez anos, e segue diminuindo a essa razão, dentro de uma característica mais abrangente, onde os índices de desenvolvimento variam de acordo com as características de cada setor considerado e as vocações das regiões produtoras.
Mas há que se considerar, também, que a História, incluídos todos os credos e nacionalidades, seja qual for a base ou referência adotada, abrange processos em constante transformação, embora se deva também admitir que hoje, neste início de uma nova era onde se destacam as mutações tecnológicas, o referencial mundial que a todos iguala é o feroz jogo do dinheiro, este caminhando pari-passu com as conquistas paralelas que se vão impondo aos reacionários à modernidade real, ao mesmo tempo em que deixam para trás as idéias fundamentalistas, que têm à frente, entre outros, o Vaticano.
É nesse contexto que hoje podemos afirmar que a religião, a partir do século XIX, vai deixando de se apresentar como um risco de punição injusta para os cristãos, pelo menos no Ocidente e no âmbito terreno, embora as ameaças de excomunhão e outros corretivos similares ainda se apresentem como ameaças, nem sempre acolhidas, àqueles que insistem em violar as regras e limitações de comportamento determinadas pela Santa Sé a seus fiéis, onde muitos já acolhem como letra morta suas determinações, e isto ao lado dos “pecadilhos”cada vez mais freqüentes de membros de seu rebanho cativo, de que é exemplo mais recente o ex-bispo presidente.
É em razão disso, mas já num âmbito mais global, que vimos aos poucos observando um evidente distanciamento dos fiéis de todas as confissões, em relação aos ilimitados poderes cobrados não só pelo Vaticano mas por todas as religiões fundamentalistas, numa demonstração de que a humanidade vai conseguindo finalmente viver ou aceitar a modernização. É um tardio mas efetivo exemplo, nos dias atuais, da marcha irreversível dos tempos.













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