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A Queda da Wall
COLUNISTAS - Coisas da vida
Escrito por Newton Arguello   
Sáb, 02 de Maio de 2009 22:30
Artigo em áudio

Financistas do mundo inteiro cultivavam a sociedade capitalista da Wall Street como se fora a 8ª Maravilha – o baluarte econômico da humanidade. Entretanto, apesar de uma incontestável liderança que transcorreu desde o final do século XIX e todo o século XX, a Wall finalmente afundou, em meses recentes, sem alarde e, não mais que de repente, golpeando a fundo todo o sistema financeiro mundial.


Apesar dessa queda haver ocorrido sem um aviso formal, a princípio o fato não foi recebido com muita surpresa. Entretanto, seu efeito em cascata assustou todos aqueles envolvidos com o jogo do dinheiro. O fenômeno então foi se propagando pouco a pouco, e de maneira uniforme, alcançando grandes empresários, empregados, investidores, militares, políticos, artistas, jornalistas e milhares e milhares de pessoas, profissionais ou não, que de alguma maneira dependiam de um negócio ou de um emprego, e se projetou mais além à quase totalidade das economias organizadas.

Como se fora o efeito de uma bomba, essa derrubada foi sentida em todos os rincões do mundo, e se estendeu, inclusive àqueles mais carentes. Além de sofrerem uma sensível redução nos fundos destinados a medidas assistencialistas, pouco ou nada se modificou na vida daqueles não envolvidos com as variações então já espalhadas para as demais bolsas. Isto é: os que eram carentes continuaram carentes e pouco tinham a perder, o que é, seguramente, a parte menos pessimista, ou mais “light”, do mega desastre econômico causado pelos mais ricos. Mas, o fato dos menos favorecidos viverem à margem do grande desastre, os teria tornado imunes aos acontecimentos? Poderíamos ser otimistas a esse respeito? Ou estamos diante de tempos “apocalípticos”?

Vejamos. O que poderia ser entendido como uma ameaça de desastre total já se passou na humanidade mas nunca chegou a um final...” apocalíptico”. Quantas vezes, no passado, distante ou imediato, os ventos da discórdia, os rumores ou as notícias de grandes desastres assustaram populações inteiras... como as duas grandes guerras do século XX ( que ceifaram perto de 80 milhões de vidas ); os mega incêndios florestais; a gripe espanhola, esta em 1918 ceifando 20 milhões de vidas; e outras enfermidades devastadoras etc etc? E, apesar de tudo, nos últimos cem anos, seguimos vivendo nossas vidas... E isto dentro de uma moldura que, dependendo de onde se coloca o observador, podemos chamar de otimista ou pessimista...

Por tudo isso, creio que na verdade, e a longo prazo, poderemos optar pelo otimismo, ainda que do ponto de vista mais imediato, melhor seria chamá-lo de conformismo. E, poderíamos inclusive augurar que as coisas, os fatos, acabem por adaptar-se a uma nova realidade, não importa para que lado esta se apresente. E a vida haveria de continuar, mesmo que se leve mais tempo

 

 

Comentários

avatar Elaine Coelho
Sou otimista e fiquei mais ainda com seu texto. Obrigada pela dose extra de esperança.
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