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É tempo de crise! É tempo de mudança!
COLUNISTAS - Coisas da vida
Escrito por Newton Arguello   
Sáb, 02 de Maio de 2009 23:29
Artigo em áudio

Tempo? Esta é a alternativa que, na crise atual, pode jogar firme a favor de uma recuperação econômica, porque quando falamos de tempo há que considerar que os eventos que envolvem o complexo mundial das bolsas de negócios e de mercadorias, e seus muitos milhões de interesses, se desenvolvem e evoluem cada dia mais rapidamente, face à seguida informatização dos procedimentos.


A crise da Grande Depressão, por exemplo, persistiu por 12 anos, começando em 1929 com o colapso da Bolsa de Nova York e a seguir se espalhou pelo mundo de negócios até 1936, na Alemanha e 1941 nos EEUU. Há que se destacar que as datas acabaram por coincidir com um intenso aumento da atividade econômica nos dois países e os demais envolvidos então na II-Guerra Mundial. Tal fato confirma que, fatos novos, como um esforço de guerra, por exemplo, poderão contribuir para modificar o clima das atividades econômicas. É só uma questão de tempo.

E há que se considerar também que a crise financeira que se desenvolveu no espaço de tempo compreendido entre os dois conflitos, e durou mais de uma década, talvez tivesse sido menos profunda se as comunicações de então tivessem sido mais eficientes. Atualmente, em razão das vantagens tecnológicas nas comunicações e a formação mais profissional de recursos humanos, há um consenso de que uma guerra total – onde todos perdem – já é coisa do passado, o que valoriza a noção de que o mais importante é valorizar os ganhos e os bens materiais.

Hoje, todas as sociedades civilizadas costumam resolver suas diferenças ou entreveros nas mesas de negociação ou por via virtual, nas telinhas dos computadores, onde milhares ou milhões em recursos financeiros podem mudar de mãos em questão de segundos. Ou seja: vivemos hoje sob o signo do desenvolvimento planejado e negociado. Façamos então um maior amor pelo dinheiro e brademos um profundo não para a guerra!

Assim, não se descarta a possibilidade de que os fatos conflitantes sejam substituídos pela constatação de que as vantagens econômicas se projetem mais à frente, no espectro do tempo. Estamos, na realidade, frente a uma providencial mudança de paradigmas na qual se abate não o capitalismo propriamente dito, e sim a visão e o tratamento que deve receber o ”mercado financeiro”. Ou seja: ir mais além e até mesmo mudar a política do dinheiro virtual para a moeda real, podendo assim voltar a alcançar ou apalpar a liquidez. E, como diriam os hermanos do Norte: “last but not the least”, ou seja, conflitos como nos tempos históricos, nunca mais!

Concluindo, há que se constatar que o “mundo real” não deve continuar sendo submetido às leis do “mercado”, ícone invisível que dominou toda a agenda mundial desde a última grande guerra, sublinhando a visão do capitalismo perverso associado ao liberalismo econômico comercial, que em síntese deixou de levar em consideração o fator humano.

 

 

Comentários

avatar Rogerio Rondon
Fico muito feliz com as ricas contribuições do amigo neste portal.
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avatar Conceição Miranda
Querido e sábio amigo, concordo que o mundo real não deve continuar submetido a política do dinheiro, deve sim, levar em consideração o fator humano.
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avatar Marliane
Quando você vai publicar seus novos textos? Estou ansiosa?
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