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Artigo em áudio
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Como a ordem social, em ocasiões de crise ou de desastre, tende a ser ameaçada pelos sem lei, medidas preventivas foram adotadas. Mas em algumas comunidades mais atrasadas, os sem lei que aterrorizavam as populações com os saques, a pilhagem e outros desmandos coletivos, eram rigorosamente reprimidos. Havia, em função disso, uma pequena população carcerária. Esta, onde existente, e não importando a natureza do delito, era tratada dentro dos mais modernos padrões de correção comportamental. A medida teve efeito positivo em boa parte dos apenados, e aqueles poucos que se manifestaram irrecuperáveis, e que felizmente eram em número insignificante, foram internados em colônias de recuperação de longo prazo e sujeitos a estrita vigilância.
A criminalidade caiu então a níveis próximos ao zero absoluto, o que não evitou que os legisladores resolvessem ser mais rigorosos na elaboração de um severo código de conduta para os transgressores. Aliás, se transgredir as leis ou os bons costumes, nunca valeu a pena, agora então passou a ser simplesmente impraticável.
A humanidade que ao final do conflito havia se fixado em 600 milhões – pouco mais de cinco por cento da antiga população – assumiu então o papel hercúleo de redistribuir as funções desempenhadas pelas nações antes do conflito, e isto com a preocupação de melhor atender as vocações em cada região. Mas houve providências que simplesmente não iriam vingar. Havia, por exemplo, que se adaptar. Assim, se em alguns casos não se poderia retomar o sabor do “que era antigamente”, abria-se espaço para a criatividade.
Foi o que aconteceu, por exemplo, com o esvaziamento das grandes penitenciárias. Estas, contempladas agora com a falta de inquilinos, mas em geral localizadas próximas a alguns pontos turísticos, seriam transformadas por refugiados americanos ... em hotéis. Outras soluções igualmente criativas foram desenvolvidas por novos empresários, todas voltadas ao aproveitamento do imenso volume de oportunidades disponibilizadas pelas “sobras de guerra”, sobretudo em termos de propriedades agora sem donos.
Segue texto em: http://www.eucuidodaminhacidade.com.br/nat/coti-newton-arguello/242-a-volta-ao-campo.html













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