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Eu tenho escutado comentários na cidade sobre a candidatura de Tiririca além de outras personalidades da cultura de massa no Brasil: Tati Quebra-Barraco, Jaburu e outras criaturas. Isso pode? Pode e representa as demais camadas da sociedade que nunca tiveram vez nos plenários e palácios do país.
O que mais me assusta não são seus tipos circenses, mas o nível em que o debate democrático chegou no Brasil. E quando os artistas de circo querem ser políticos alguma coisa vai errada na política ou será que a vida pública neste país sempre foi um circo?
Até que ponto os candidatos “artistas” serão competentes na vida pública nacional? Não me pergunte à resposta. Eu não encontrei. Mas, penso que governar o Brasil, ou qualquer cidade nesse imenso país com mais de 5 mil municípios, não seja tarefa fácil como produzir um programa de TV ou ganhar audiência com palhaçadas e piruetas no picadeiro.
Vivemos em um país democrático é verdade. E você pode votar e ser votado, inclusive os palhaços. O que sinto a falta na propaganda gratuita eleitoral é de representações sérias, homens e mulheres sérias comprometidos com o ideal de mudança e revolução que a nação necessita.
O cenário atual mostra como nós, brasileiros, ainda não compreendemos o processo de abertura política no Brasil. Continuamos votando muito ruim. Sabe aquela história de quem nunca come mel, quando come se lambuza. Pois é, a cada ano eleitoral estamos nos lambuzando com votos inúteis, elegendo pessoas que não têm foco na gestão das cidades, dos estados e da federação, mas que fazem da vida pública uma carreira para ganhar dinheiro.
Quem se elegeu vereador na última eleição, há um ano e meio, já deseja uma vaga para deputado estadual. Tem ex-secretário de município, sem um feito na trajetória de gestor público, desejando o Palácio Legislativo. E outra personalidade, da cultura de massa, sonhando com a vida em Brasília (DF).
Enfim, percebe-se em que nível está à política local e nacional. O que já era ruim, piorou muito. Graças a incompetência do voto perdido. E o que piora, pode melhorar? O caminho você digitará na urna eletrônica quando outubro chegar. Afinal, quem vota em palhaço é palhaço.













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