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O que fazer com as crianças, quando a mãe não sai de férias? Juro que quase enlouqueci com minhas quatro filhas em casa e com pouco dinheiro para ocupar o tempo nas duas semanas seguintes de ócio, durante as férias do meio de ano.
Então, resolvi montar a agenda da turma inicialmente com dois programas bem de turistão em Natal: Praia de Ponta Negra e depois visita ao Museu Câmara Cascudo, no bairro do Tirol. Ponta Negra é bonita em qualquer época do ano e até embaixo de chuva.
Já o Museu Câmara Cascudo é parada obrigatória para quem gosta de ciência, antropologia, história e cultura. Vale à pena conferir. Aliás, aqui tudo tem relação com Cascudo. A Biblioteca Central, o bairro da Ribeira, o Solar de frente para Capitania das Artes, o Memorial no centro. Cascudo está em tudo e, inclusive, no que já tivemos.
O engraçado é que a relação entre museu e praia é bem profunda. A água do mar, por exemplo, está aqui há mais 4,56 bilhões de anos assim como os restos mortais de um elefante pré-histórico encontrado no solo potiguar. Compreende?
Não, nem eu. Mas, não importa. Tentei explicar isso às minhas filhas e elas acharam o argumento uma fraude. Mas, isso é Natal. “Aqui ninguém se dá muito mal”, como diz o Pedrinho Mendes em uma de suas canções. E no final, elas caíram na risada. Ganhei o dia.
E nos dias seguintes, continuamos perambulando por Natal. Visitamos o Farol de Mãe Luiza, a Fortaleza dos Reis Magos, o estádio Machadão. O estádio Machadão? Sim. A ordem é vê antes que acabe. Tiramos fotos e tudo mais. Ninguém sabe se teremos outro estádio daqui há quatro anos. Então, o melhor é guardar na memória fotográfica pelo menos a imagem do estádio João Machado.
Quem não se emocionou ali com os gols de Alberi, Dedé de Dora, Gari, Jangada, Marinho Apolônio, Silva, Curió, Baíca, Zinho, Renilson, Cacau, Paloma, Cícero Ramalho, Sérgio Alves, Jorge Demolidor. A relação é grande, não lembramos todos. Imagina quando o estádio for demolido todos os esforços desses atletas foram em vão. Não existirá mais campo ali, a trave do gol ou lembrança de uma partida de futebol.
Outra cena lamentável: o Parque da Cidade. Gente alguém tem fazer alguma coisa. Dói olhar para aquele equipamento naquela condição. E vejam que os gestores são verdes. Prometi a mim mesmo não falar mais das coisas que Natal já teve.
Tirando esses atropelos, e nessa vida mansa, visitamos os principais pontos da cidade sem gastar quase nada. Foram as férias mais divertidas dos últimos anos. Pena, que a Neide não viajou conosco neste City Tur pela cidade onde moramos. Mas, no verão, se o Machadão ainda estiver de pé, ela prometeu ir. Experimenta você também : é super legal.













Comentários
Natal é uma cidade que só quer saber de novidade. O problema é que a novidade, depois, que passa...passa. E, do passado, o natalense não quer. Que pena.