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É o nome do filme em que Denzel Washington vive o papel de um pai americano, sem seguro de saúde, sem dinheiro, e que tenta salvar a vida de seu filho num hospital de gestão privada. A película lança um olhar cruel sobre um homem comum e até que ponto é capaz de chegar para salvar sua descendência que necessita de um transplante de coração. Sem plano de saúde, ele sacrifica seu emprego, sua casa, seu dinheiro para tentar conseguir pagar o procedimento cirúrgico.
Após esgotar as possibilidades de encontrar um meio de pagar o transplante de coração de seu filho, ele entra no hospital e seqüestra o médico e sua equipe para fazer a cirurgia sobre a mira de um revólver. A atitude do personagem principal é: “- meu filho não vai morrer por eu não ter plano de saúde.” O final do filme é sempre feliz, o menino faz o transplante, vai para casa e Denzel, no papel de John Q, vai passar alguns anos na cadeia pelo seqüestro do médico e sua equipe.
Lembrei dessa história ao longo desta semana, quando precisei de um Posto de Saúde, em Natal (RN), para levar minha mãe. Não tenho plano de saúde e a peregrinação aos hospitais públicos virou uma verdadeira Via Crucis. Não temos Saúde, não temos Educação, não temos Estado e não temos Prefeitura. Não temos governo. Pois, governar é amenizar as dores dos mais simples também. Para sorte dos gestores, temos a proteção de Deus. Caso contrário, a situação era bem mais complicada.
Aqui não é a Espanha, onde um Rei tem a coragem de usar uma instalação pública de saúde, o Hospital Clinic de Barcelona, para extirpar células malignas do pulmão. No Brasil, autoridade, mesmo que esteja longe de ser rei, só vai a hospital público se não houver nada mais por perto. O gestor não confia naquilo que administra e parte logo para uma viagem aos hospitais mais caros do país e do mundo se for o caso. Basta olhar a agenda oficial dos políticos para comprovar o que escrevo.
E por que escrevo tudo isso. Porque a história da minha mãe que começou na segunda-feira, dia 7, em um Posto de Saúde da região Sul da cidade ainda não terminou. Ela continua esperando um atendimento adequado até a noite desta sexta-feira, dia 11. E não é diferente da história de outros nativos que aguardam um socorro dentro de uma emergência de hospital público.
Neste momento há muita gente lendo o que escrevo neste portal. Não se preocupem, não vou seqüestrar ninguém e nenhum hospital. É ano de eleições e o melhor a fazer, já disse a minha mãe, é tentar mudar essa realidade no voto. Essa é a coisa mais certa que temos que fazer. Um ato de coragem para mudar esse país que só mudará, se a gente mudar.













Comentários
Um forte abraço, que Deus te abençoe cada dia mais