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Parece inesgotável a capacidade humana em produzir tantos fatos absurdos. O mais recente vela sobre um homem que foi examinado clinicamente por um falso proctologista em Natal e que será indenizado em 30 mil reais pelo município por danos morais.Fosse só o falso proctologista já seria bastante e o que agrava é que o fato ocorreu dentro de uma unidade pública de saúde, no ano de 2002. A indenização é uma quantia irrisória diante do abuso sexual e de outros graves transtornos como o desiquílibrio emocional pelo qual a vítima passou depois de ter constatado que foi abusado sexualmente. Até o casamento ele perdeu.
Mais recentemente, dentro de outra dependência pública, também ligada a Prefeitura do Natal, na Fundação Capitania das Artes, um homem realizou uma polêmica performance durante a abertura do XIII Salão de Artes Visuais da cidade. No evento, o “artista” ficou nú e retirou um rosário do ânus na frente da atenta platéia. O cara ainda foi premiado com dinheiro público e vai levar para casa de 1.350 reais.
Os dois exemplos servem para mostrar a que ponto a sociedade está chegando. Não há mais respeito por ninguém e nem aos valores sagrados. Outro dia, acompanhei um show de uma banda de forró e o vocalista mandou levantar a mão quem era corno e mulher da vida: para minha supresa todos levantaram orgulhosamente as mãos.
Que espécie de sociedade estamos formando? Eu não sei e tenho medo de perguntar a quem sabe. De repente, o cara também pode ser um charlatão e querer me fazer entrar pelo cano, se passando por proctologista ou coisa pior...
Esse encontro da falta de ética com a falta de vergonha na cara, em detrimento dos bons costumes e pelo que se é dito moderno, talvez, seja o grande problema da nossa era. Afinal onde não há o mínimo de respeito se pratica todas as formas de aberrações. E quem achar que tudo isso é natural levante a mão.












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