|
|
|||
|
|
|||
A pergunta não é de hoje. Já fiz, refiz e refaço sempre em ocasiões especiais: Ano Novo, Aniversário da Cidade, Aniversário do Estado. Mas, as autoridades continuam a ignorar e Natal vai ficando sem sua hora oficial. Por ora, o relógio que mais trabalha certo na cidade é o do edifício da Porto Seguro, na Av. Prudente de Morais, em Lagoa Seca, imediações do Bompreço. Os demais são aquele loucura.
A cidade possui cinco relógios extra-oficiais: o Carrilhão da Igreja Bom Jesus, na Ribeira; a Coluna da Hora do Sesc, no cruzamento da avenida Câmara Cascudo com a rua Coronel Bezerra, na Cidade Alta; tem o ainda o relógio da antiga igreja matriz de Nossa Senhora da Apresentação, além do popular acerta relógio na entrada da Praça Gentil Ferreira, no bairro do Alecrim e o relógio do Sol, na Praia de Areia Preta. Ambos registram tempos distintos. Enquanto na Ribeira é meio dia, na Cidade Alta é meio dia e cinco minutos e no Alecrim faltam, exatamente, cinco minutos para o meio dia. E na Praia de Areia Preta, o tempo nublado inviabiliza o relógio do sol.
Falta um tempo igual para todos. Um tempo em que as pessoas saibam exatamente o tempo que ainda resta para elas darem mais valor a vida que levam. O tempo na vida das pessoas tem um valor não mensurável. Trata-se de um recurso não renovável. A existência humana é medida pelo tempo. O tempo, como dizia Santo Agostinho é o jeito que a natureza deu para não deixar que tudo acontecesse de uma vez só.
Natal carece de sua hora oficial. O mestre Câmara Cascudo, em sua Coluna Acta Diurna, para o Diário de Natal, já reclamava sobre o tema na década de 40, do século que passou. "Precisamos de um relógio oficial para o município, o acerta relógio referencial para os potiguares”, argumentava o mestre.
Para medir o tempo, Londres, na Inglaterra, por exemplo, tem o famoso Big Ben, no Parlamento Inglês, que batiza o nome do sino de 13 toneladas dentro do relógio. Em New York, nos Estados Unidos, todos os anos mais de um milhão de pessoas lotam a Times Square, para ver a tradicional descida da bola brilhante de ano novo, no antigo edifício do New York Times, que marca a passagem de tempo.
Enquanto o relógio oficial da cidade não sai, fica essa confusão de entrada de início de ano novo. Muitos começam a soltar fogos na “Virada do Faustão”, por volta das 23h, no Nordeste e zero hora no Sudeste, horário de verão. Aí já entramos adiantado no Ano Novo, correndo, atropelando. E correr não faz bem ao tempo, a vida passa rapidinha como passou o ano de 2009. Bem é isso: Que 2010 seja dez para todos, com menos correria e com relógio oficial também para cidade e seus cidadãos. Eles merecem.













Comentários
Feliz Ano Novo amigo.