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Outro dia, não faz tanto tempo assim, conversava com um amigo que acabara de terminar importante tese para ser ordenado rabino em Nova York (EUA). O tema de seu trabalho foi: “Seridó: refúgio do povo de Deus!”. Segundo ele, “Seridó, em hebraico equivale, a palavra Sarid que por sua vez significa: “Refúgio do Povo de Deus.”Lembrei desta conversa no final da tarde desta sexta-feira, quando tomava uma Coca-Cola com kibe e limão, no “Kibe da Praça das Flores”, finalzinho da Rua Seridó, no bairro chique de Petrópolis.
De frente para o Bigi Bistrô, o Churrasquinho da Praça e o Restaurante Jobim, conseguir compreender melhor as palavras do rabino. Como um local pode concentrar gente tão distinta celebrando a vida?
Afinal, todos são filhos de Deus. Lá os ricos chegam para fumar charuto e tomar uísque doze anos no Bigi Bistrô. Já os metidos a ricos seguem para o Empório, analisando por horas e horas o preço e os produtos disponibilizados no menu. Os mais pobres, consumem preciosas doses de aguardente e cervejas consumidas com carnes, queijos, línguas e calabresas do Churrasquinho da Praça.
Lá para as altas horas, todos se misturam. Os poderosos consumem os churrasquinhos dos vizinhos, os metidos a ricos seguem para tomar café e água com gás no bistrô e os mais pobres ganham de presente do Jet, garrafas de uísques doze anos consumidas pela metade. É um espetáculo, o show da vida. Viver a vida.













Comentários
Adorei crônica sobre a Praça das Flores. Impressionante suas observações. São verdadeiras e sou testemunha do que você escreve.
Um abraço, Haroldo Gurgel
Obrigado pelas palavras. Também trabalhei um período por aí. Na época em que o escritório dos Jornalistas Jota Epifânio e Jota Oliveira eram no edífício do Farache, ao lado do Salão da Praça do Tony Glamour. Durante alguns anos trabalhei na equipe dos dois jornalista.
Um abraço, Guto
a prefeitura do natal tem que ter gestores comprometidos com a população.