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Quando partir de Natal pela primeira vez, levei comigo um postal de Ponta Negra. Temia não voltar mais. Sabe aquela tentação que o mundo oferece: tantos lugares legais, tantas culturas, etc. Andei por muitos cantos é verdade. Mas, sempre inquieto, meu coração não tinha repouso. Faltava o cheiro do mar de Natal, o calor de seu sol, as areias brancas do Morro Careca e o ar considerado mais puro da América. Os quatro elementos fundamentais na vida de um ser humano.
De repente, longe de casa, lembrei de uma velha música do Pedrinho Mendes. O coração não agüentou e, então, percebi que aqui é meu lugar. Quando voltei à cidade, num desses vôos econômicos da madrugada, desci no Aeroporto Augusto Severo direto para Ponta Negra.
Fui abraçar meu velho mar, rever o Careca. Duvido que por aí exista enseada mais bonita. Um lugar completo, lindo. Aqui, não preciso sair para receber as notícias do mundo. Eis que os gringos chegam para contar as histórias de suas respectivas origens.
E chego a rir, quando um garçom do restaurante fala em inglês qualquer coisa para agradar este nativo que chega. Digo que sou brasileiro, potiguar, nascido pelas águas de Ponta Negra, enfim, sou um velho pescador desta aldeia tão bela.
Você conhece Ponta Negra? Então, venha passear por aqui. Você não vai se arrepender.













Comentários
Fiquei feliz em ler o texto sobre Ponta Negra. Lembro que você veio na minha casa, aqui em Ponta Negra, na passagem de ano de 2008/2009, quando contou essa mesma história, quando viu o pessoal tomando banho de mar na madrugada, durante a virada de ano. Parabéns amigo, quando quiser aparecer as portas estão abertas. Volte sempre.
Thiago e famíla (Ponta Negra/Natal (RN)