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E peito de remador não faltou aos atletas do remo no Sport Clube Natal – na Rua Chile, 70. Em 30 de março de 1952, os atletas Ricardo Cruz, Antônio Duarte, Oscar Simões, Clodoaldo Becker e Francisco Madureira foram os grandes heróis locais que iniciaram o raid em iole Natal/Rio de Janeiro.
Uma aventura sem precedentes na história náutica de todos os tempos. A pequena embarcação movida a quatro remos foi batizada com o nome de "Rio Grande do Norte". Na manhã da partida, após missa na Capela do Colégio Salesiano, os heróis do remo receberam a benção e tiveram como madrinha a senhora Ivone Cavalcanti Reis, esposa do desportista José Reis.
Poetas e escritores também prestaram homenagens. Othoniel Menezes criou o soneto "Ricardo Cruz" e João Amorim Guimarães fez uma saudação em versos. "Os Lobos do Mar", como foram chamados, receberam inúmeras recepções ao longo de toda Costa brasileira. Foi, entretanto, em Mangue seco, no dia 2 de junho de 1952, que a iole foi invadida pelas águas e acabou naufragando.
Nossos heróis sobreviveram e meses depois retomariam a missão. No dia 19 de fevereiro de 1953, partiram com a iole "Rio Grande do Norte II", com uma pequena alteração na tripulação. Os atletas Clodoaldo Becker e Francisco Madureira foram substituídos por Luís Enéas e Walter Fernandes.
No dia 21 de maio de 1953, às 10h45, a iole "Rio Grande do Norte II" atracava no Cais da Marinha – Rio de Janeiro. Foram recepcionados pelo vice-presidente da república Café Filho e o prefeito carioca Francisco Benjamim. A BBC de Londres noticiou a jornada como o "maior feito náutico do mundo". Mais do que orgulho pelo feito, os heróis tinham amor ao esporte, amor à vida. E isso fez toda a diferença.













Comentários
Relembrar essa história é reviver os grandes momentos da Ribeira. Sou de um tempo em que praticava o remo no Sport Clube jutamente com muitos famosos que hoje estão por aí fazendo história. Depois da pratica esportiva, íamos comer pão doce com caldo de cana na cantina natalense para repor as energias. Era bom demais. Obrigado amigo por resgatar tantas histórias do nosso viver, meu viver. Faz um bem danado a minha alma e todos que testemunharam esse e outro fatos na Ribeira.
Um abraço, Nilson Dias Almeida
Petrópolis (Natal/RN)
Parabéns!!!!
Muito obrigado pelas palavras. Devo admitir que a Ribeira sempre foi um grande tema no meu trabalho. Daí, a paixão pela cidade antiga.
Um abraço, Guto de Castro