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Artigo em áudio
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Sábado é dia de feira no Alecrim! Uma das mais antigas de Natal: 89 anos de muito vai e vem de gente, de grito dos feirantes e do colorido dos produtos fresquinhos. Nas imediações da Av. 9, sentido Igreja de São Pedro, passa gente com comida na cabeça, homem vendendo sacolas e outro anunciando uma promoção relâmpago de cebolas e tomates.
Quem chega ao local, vê um cenário que mais parece de muitos séculos atrás. Homens e mulheres caminham no meio de corredores estreitos, em meio a cachorros, gatos, galinhas e galos de pescoço grosso que querem mandar no galinheiro. Não mandam mais em nada! Daqui a pouco, estarão na panela da comadre.
Tem até baiana com tabuleiro, e tudo mais. Há ainda os dipostos e carentes meninos que ajudam os mais velhos no carregamento de bananas, carnes e cereais. São cinco ou seis bem prestativos em troca de alguns centavos para garantir também a xepa.
A rotina é agitada também para o caboclo que trás nos ombros as mercadorias para abastecer a feira. Antes do dia amanhecer, ele já está no maior fuzuê. Carrega balaios, sacos de farinha, feijão, macaxeira e grude. Tudo se mistura no suor que cai de seu rosto. Grita de um lado, corre para outro. Mas, se acalma quando o dono da barraca lhe oferece um trago de aguardente acompanhado de um bom prato de picado de bode com cuscuz.
É nessa gritaria e movimentação que a feira se faz presente. Ela brota na venda da literatura de cordel, no canto do repentista, no aboio do açougueiro, do chão e da gente vinda de todo lugar. Queres conhecer esse mundo? Então, venha para o Alecrim, no dia de feira!













Comentários
Aos poucos, em sua coluna Perambulando, você vai revelando as belezas de Natal e seus diferenciais. Parabéns pelo seu trabalho.