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Artigo em áudio
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Dos talentos da literatura potiguar, o meu preferido. E por ironia do destino, o mais esquecido de todos. Manoel Virgílio Ferreira Itajubá foi enterrado em cova profunda pelos senhores que administram as coisas ligadas a cultura do estado e da província.
Isso faz parte do jogo. É a chamada teoria da conspiração do silêncio imposta por uma elite que não gosta de propagar as histórias de seus heróis, grandes homens e mulheres.
Penso que os professores poderiam introduzir sua poesia na história da cidade do Natal e para começar citando os maravilhosos versos da sua obra Terra Mater:
“Natal é um vale branco entre coqueiros:
Logo que desce a luz das alvoradas.
Vão de barra afora as velas das jangadas,
Cessam no rio as trovas dos barqueiros.
E à tarde, quando os rudes jangadeiros,
voltam da pesca às praias alongadas,
começa à sombra fresca das latadas
a palestra amorosa dos solteiros.
Quantas belezas mil Natal encerra!
Deu-lhe a natureza um mar esmeraldino,
Despiu-lhe o morro, aveludou-se a serra...
Terra da minha mãe, bendita sejas,
orvalhada no pranto cristalino
da saudade das moças sertanejas!”
Nasceu e viveu na antiga rua do Comércio, hoje Chile, no bairro da Ribeira, onde existe um sobrado registrando o nascimento do poeta. É bem verdade que o casario ocupa o lugar da antiga e humilde habitação onde vivia Itajubá. Salvo engano foi sepultado ao lado da Igreja Bom Jesus das Dores, na antiga Cidade Baixa.













Comentários
Você fez um comentário realmente muito feliz. Pois, Ferreira Itajubá realmente merece um edição especial que divulgue toda sua obra. Vamos esperar que o bom editor repare esse erro.