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Ferreira Itajubá: o esquecido
COLUNISTAS - Perambulando
Escrito por Guto de Castro   
Qua, 01 de Julho de 2009 16:55
Artigo em áudio

imgDos talentos da literatura potiguar, o meu preferido. E por ironia do destino, o mais esquecido de todos. Manoel Virgílio Ferreira Itajubá foi enterrado em cova profunda pelos senhores que administram as coisas ligadas a cultura do estado e da província.

Isso faz parte do jogo. É a chamada teoria da conspiração do silêncio imposta por uma elite que não gosta de propagar as histórias de seus heróis, grandes homens e mulheres.

Penso que os professores poderiam introduzir sua poesia na história da cidade do Natal e para começar citando os maravilhosos versos da sua obra Terra Mater:

“Natal é um vale branco entre coqueiros:

Logo que desce a luz das alvoradas.

Vão de barra afora as velas das jangadas,

Cessam no rio as trovas dos barqueiros.

E à tarde, quando os rudes jangadeiros,

voltam da pesca às praias alongadas,

começa à sombra fresca das latadas

a palestra amorosa dos solteiros.

Quantas belezas mil Natal encerra!

Deu-lhe a natureza um mar esmeraldino,

Despiu-lhe o morro, aveludou-se a serra...

Terra da minha mãe, bendita sejas,

orvalhada no pranto cristalino

da saudade das moças sertanejas!”

Nasceu e viveu na antiga rua do Comércio, hoje Chile, no bairro da Ribeira, onde existe um sobrado registrando o nascimento do poeta. É bem verdade que o casario ocupa o lugar da antiga e humilde habitação onde vivia Itajubá. Salvo engano foi sepultado ao lado da Igreja Bom Jesus das Dores, na antiga Cidade Baixa.

Comentários

avatar Iêda Fernandes Gurgel
Achei legal a crônica sobre Itajubá. O poeta realmente merece uma edição de suas obras completas e Natal deve isso a ele. Parabéns Guto!!!
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avatar Guto de Castro
Cara amiga Iêda,

Você fez um comentário realmente muito feliz. Pois, Ferreira Itajubá realmente merece um edição especial que divulgue toda sua obra. Vamos esperar que o bom editor repare esse erro.
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