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Quando você vive muitos anos numa cidade, como é o meu caso, acaba descobrindo que as pessoas passam boa parte de seu tempo tentando salvar suas vidas por meio de bens temporários, passageiros.
É engraçado, o capitalismo provoca essa sensação de falsa felicidade: a ilusão dos shoppings, das galerias, luzes, o brilho das vitrines e a fartura funcionam como uma satisfação de que a vida é boa e segura. E quando não conseguimos o que desejamos, vem o que os psicanalistas chamam de frustração, depressão, tristeza. Esse apego as coisas materiais assim como a terra onde se vive é doentio.
Conhecendo a vida de Jesus entre nós, vamos descobrindo que o peregrino não acumulava riquezas, andava de cidade em cidade falando do Pai e promovendo o bem. Pedro, o líder da igreja dos primeiros tempos, não cansava de pregar que: “Jesus passou fazendo o bem” (At. 10,38).
E mesmo não sendo rico em bens materiais, Jesus Cristo visitava as cidades levando palavras de amor e cura aos que mais precisavam, aos mais humildes e até aos pecadores. Eis aí o tesouro maior de um homem: ser útil ao próximo e a humanidade.
Por esses dias, muito se fala no Natal, Papai Noel, presentes, promoções. Mas, tenho notado ano após ano que os meios de comunicação assim como as pessoas falam cada vez menos em Jesus Cristo.
Como verdadeiros cristãos, temos o dever de levar a palavra de Cristo aos cantos mais remotos do planeta. Se peregrinar pela Terra é missão difícil, então poderemos andar pelos quatro cantos da cidade, do bairro, ou até mesmo da rua onde moramos, levando o Evangelho aos que não conhecem.
O Natal representa tudo isso. O Evangelho precisa ser vivido muito além de um dezembro qualquer, em sua plenitude. Ele é para ser vivenciado, dia após dia, mês após mês, ano após ano, durante toda a vida do Cristão. Um Natal diferente é viver Cristo a cada dia do ano, pelo resto de nossas vidas amém.













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