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O gol que não fiz no Machadão
COLUNISTAS - Perambulando
Escrito por Guto de Castro   
Ter, 25 de Outubro de 2011 12:30
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Por esses dias passo no largo do Machadão, agonizando entre máquinas, e vem na cabeça à lembrança do gol que não fiz naquele estádio. É verdade que nunca fui um extraordinário jogador, atacante, jogava plantado na grande área do meu time como zagueiro. Mas, de vez em quando era o elemento surpresa nas cobranças de pênalti e na banheira, quando não fazia o gol contra.
Quem joga em campinhos de areia, nas comunidades, sabe da importância de fazer um gol por onde passa. É como um padre que visita uma cidade, se não rezar uma missa na igreja matriz, não tem graça. Assim é o jogador, e principalmente, o artilheiro. Ele tem que deixar sua marca aonde joga.
No tempo de menino, tive a sorte de jogar com grandes craques, no bairro de Candelária: isso por que era o dono da bola. Se a turma não me colocasse para jogar, também não tinha jogo, ia para casa e levava a gorduchinha comigo.
Lembro com saudade dos grandes jogadores do meu time: Afonso Bezerra, hoje promotor público, era um goleador nato. Caio Bezerra, seu irmão era outro brilhante artilheiro e que hoje joga no time da Polícia Federal.  Na articulação de meio de campo, Flávio Costa, Baltazar, Berg, Beri e Alex eram imbatíveis. Na zaga, além deste falador, completavam o time ainda Valério, Guiba Mello e Breno Doido que agarrava bola como ninguémPor várias vezes presenciei o Guiba Mello do lado de fora do campo narrando o jogo. A brincadeira de menino tornou o homem uma dos maiores locutores do rádio AM e FM potiguar – por meio da influência do saudoso Souza Silva. 
De vez em quando ainda encontro essa rapaziada por aí. Flávio Costa virou cardiologista, Breno foi embora para Belém do Pará, Beri que podia ser comentarista de jogo nas emissoras de rádios, foi morar em Cidade Satélite. Berg há alguns anos não o vejo. Mas, vai de bem com a vida.
Voltando a nostalgia e do gol que não fiz, jamais joguei naquele glorioso gramado. Mesmo forçando a barra para entrar de gandula nos jogos da preliminar. Fui reprovado por excesso de peso. Restou o consolo de pelo menos imaginar como fora esse gol que nunca fiz no João Machado, antigo Castelo Branco e que agora será substituído como tudo na vida pelo “Estádio Arena das Dunas.”

 

Comentários

avatar Humberto Costa
Um barato essa crônica. É verdade quem não sonhou em fazer um gol no Machadão.
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avatar Marcos Tavares
Não sabia que você jogou bola de maneira tão ruim, a ponto de somente ser escalado por que era o dono da bola. kkkk. Que ironia Guto. Você é dez. Na verdade, você sempre foi um bom zagueiro.
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avatar Juarez Medeiros
Vi Afonso Jogando. O homem era um craque. Poderia ter sido um excelente atacante no ABC ou no Flamengo, time de seu coração.
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avatar Gilenildo Marques
Guto você jogava direitinho. Era sim um bom zagueiro.Abs.
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avatar Alcina Pereira
Adorei a crônica, Guto! Abraços a todos.
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avatar wan27@gmail.com
Grande Guto,

Passando pelo Machadão neste fim de semana lembrei da sua crônica em tela. Parabéns cronista pela sensibilidade e o olhar apurado com que você narra coisas do coiadiano de Natal.
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