|
|
|||
|
|
|||
O Banco Central anuncia que não irá ressarcir o cidadão que receber uma cédula danificada por dispositivos antifurto de caixas eletrônicos. De Mulungu no RN, Zé de Bitonho administrador da “Casa das Primas” pergunta: E agora Guto de Castro? Nós é que vamos pagar a conta pelo roubo alheio?
Acho que sim Zé. Se ninguém protestar, sair nas ruas depois de convocação badalada no twitter, iremos sim pagar a conta dos assaltos. E o pior, a gente corre o risco de ir para cadeia se não provar a origem do dinheiro pintado.
Entendo que o objetivo do BC com essa medida seja reduzir os casos de furtos e roubos a caixas eletrônicas, mas querer jogar uma coloração na cédula parece ser uma alternativa “sem muita serventia”. Pois, aqui no agreste Nordestino, onde nasci se bebe água até em cacimbão de boi, imagina aparecendo um dinheirinho com catapora? Não vai sobrar para quem queira.
Não faz dois dias, retirei de um terminal eletrônico uma nota de cem reais com uma marca vermelha. Foi uma luta para provar no supermercado que o dinheiro não era roubado, que não recebi de um ladrão e que muito menos tinha roubado um caixa eletrônico. Depois do vexame, a gerente do estabelecimento descobriu que a marca na cédula era uma mancha de batom.
Deve existir uma maneira mais racional para que o dinheiro não seja levado do caixa eletrônico. Um sistema que queime, por exemplo, as cédulas durante o processo de tentativa da ação criminosa. O resultado será bem melhor do que cobrar do povo a conta dos assaltos.
Para resumo de conversa: chega a ser imoral colocar a batata quente deste problema nas mãos do cidadão de bem, enquanto ricos banqueiros e assaltantes fogem de suas respectivas responsabilidades civis e criminais.













Comentários