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Resiliência
COLUNISTAS - Na ponta da bota
Escrito por Buca Dantas   
Seg, 11 de Janeiro de 2010 17:06

 

Estive um tempo pensando em um tema para escrever meu artigo sazonal [deveria ser semanal, mas um dia chego lá!, da série Na Ponta da Bota aqui no Eu Cuido da Minha Cidade, mas nenhum dos múltiplos que passaram correndo pela caixa do pensamento me convenceu. Queria falar de como se cuidar da cidade se cuidando de si próprio [que é como eu compreendo a ação – primária pra depois ser terciária]. Em outros termos: só podemos dar aquilo que temos de fato.
Daí que o tema que me caiu na cabeça como uma tijolada foi resiliência. Creio que seja a palavra que defina as ações que devamos ter nos tempos atuais. Resiliência. Na psicologia é quando a pessoa consegue resistir à pressão de situações adversas [como o estresse] e não entrar em “curto”, em surto. Na física é a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido tensão. Estou atravessando uma etapa assim [surtei e tô na busca do retorno ao caminho certo] e creio que falar de resiliência caia em boa hora: pra você leitor/leitora e pra mim.
Ser resiliente diz respeito à busca de autocontrole, de alimentar uma ação positiva pró-ativa. Ser “pra frente”, alimentar bons pensamentos, ver o lado construtivo dos fatos. Um grande amigo meu, Marcelo Vilarino, abriu o que chamo de “portas da percepção” pra mim quando, numa das várias conversas filosóficas que tivemos, me alertou para o fato [crê ele e eu também] de que existem várias verdades para o mesmo fato. Depende do ponto de vista e do balaio conceitual de cada um.
Ser resiliente é ter consciência de que a sua verdade não é absoluta, mas dinâmica. Nessa sopa de “postura para o mundo” que deve ser a nossa ação cotidiana, a resiliência e sua prática necessitam de vários ingredientes. O mais importante de todos creio que seja a autoestima no nível adequado. Se amar, para poder compartilhar amor. Só podemos dar aquilo que temos de fato.
Portanto, quando você reparar que seu vizinho está aguando a areia da frente da casa [à guisa de refrescar esse verão implacável], encontre uma maneira de ele saber que a água que desperdiça salvaria a vida de pessoas em outra parte do planeta. Quando alguém jogar lixo no chão devolva ao dono como se fosse uma jóia preciosa que caiu inadvertidamente. Quando alguém xingar sua mãe mande beijos de volta. Seja amoroso, seja resiliente, exercite a raiz de suas convicções, sem perder de vista de que depois desse texto elas possam mudar.

Comentários

avatar Juliana Castro
Amei cara. Muito bom o texto.
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avatar Hugo
Bem legal!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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