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Artigo em áudio
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A infância realmente está perdida! São 20 milhões de brasileiros que se não morrerem ou matarem no tráfico que começa na rua, nas esquinas ou nos faróis, morrerão subnutridos, analfabetos, em subempregos, reproduzindo a miséria e a violência em grade escala.
O sistema prisional brasileiro está falido. Todos dizem isso! Todos sabem disso! A ociosidade de crianças, adolescentes e adultos que estão privados de liberdade enquanto pagam seus crimes, estão ociosos. Cada vez mais violentos para sobreviver do próprio sistema e ao término de suas penas retornam à sociedade que hipocritamente “acredita” que naqueles depósitos mal cheirosos, violentos e agonizantes, alguém retorna melhor.
Ledo engano. São 87% que retornam e, geralmente, cometem crimes piores. Estamos pagando um preço contínuo e crescente. Perdemos nossos jovens e adultos em período produtivo de suas vidas, quando deveriam estar ativamente no mercado de trabalho, ou estão nos presídios ou mortos. Sustentamos essa população carcerária, presos provisórios ou de Justiça, que em 2000 era de 232.755 presos e oito anos depois (2008) já era de 440.013, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça.
Quem derrubará esse muro da hipocrisia? Do abismo social que beneficia tão poucos em prol dessa maioria silenciosa e avassaladora? Por que o Estado não consegue cumprir o seu dever, a exemplo de muitas Organizações de Terceiro Setor que, com orçamentos ínfimos, conseguem desenvolver políticas que comprovadamente trazem resultados?
Por que não se investe em educação, em escolas bem estruturadas, com educadores bem remunerados e se salva essas crianças e adolescentes antes de termos que investir nas FEBENS e nos presídios que mais parecem fábricas de maus tratos e multiplicadores de violência? Por que esse sistema corretivo não muda?
O que estamos esperando? Ou lutamos para derrubar o muro, ou em breve, essa minoria que acumula tanta riqueza e poder, e nós, ditos “pessoas do bem” estaremos do lado de lá, aprisionados, amedrontados, sem poder usufruir do capital acumulado, vendo nossos muros da ética, do senso de justiça, do amor ao próximo desmoronar...












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