3D Criações

Escolher cidades
Untitled Document
   
O Estado dos Sarneys e seus equipamentos
COLUNISTAS - Desafios Urbanos
Escrito por Francineide Damasceno   
Seg, 06 de Julho de 2009 15:43

O nome de pessoas “comuns” geralmente encontram-se na conta de água, energia, no caderninho da bodega ou no cartão de crédito, quando com sorte no registro civil, na identidade e na folha de pagamento de alguma empresa. No primeiro descuido, no SPC, no SERASA e na dívida ativa da União e ainda, numa cruzinha de madeira ao morrer. Isso, caso a família tenha condição de comprar o caixão, o terreno no cemitério e consiga pagar ao zelador para que a cruz não seja furtada...

Ah, quase esqueci, também são dos “comuns”, inclusive alguns comuns mortos, os nomes geralmente usados como fachada de grandes negócios, em títulos de eleitores e nas listas de atendidos pelo Sistema único e inexistente de saúde. Quanta diferença dos “incomuns”... esses nem escrevem seus nomes, os perpetuam em monumentos e cidades que se tornam patrimônios particulares, como vimos no exemplo do (ainda) Maranhão.

Desde 1974, uma pessoa comum e (AINDA) maranhense, pode nascer na Maternidade Marly Sarney; para morar, pode escolher a vila Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou Roseana Sarney. Escolas não faltam como opção, logo complete a idade escolar, as crianças podem escolher as Escolas Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney ou José Sarney.

Para se deslocar para a biblioteca José Sarney pode apanhar um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney, aliás a Biblioteca José Sarney está localizada na maior universidade particular do Estado do Maranhão que segundo um bocado de comuns pertence a um tal de José Sarney, mas isso não é da nossa conta. Afinal, estamos falando de outro tipo de patrimônio.Em relação à informação, ninguém pode dizer que o Maranhão seja atrasado. Para inteirar-se das notícias em prol dos Sarney, basta ler o jornal O Estado do Maranhão ou ligar a TV Mirante (afiliada rede Globo), ou, se preferir ouvir rádio, sintonizar nas Rádios Mirante AM e FM, todas do incomum José Sarney. Se estiver no interior do Estado basta ligar para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas, claro, do mesmo proprietário, afinal no Brasil isenção jornalística, há muito rima com “concessão” aos incomuns.

Mas se qualquer brasileiro quiser saber sobre as contas públicas daquele Estado, basta acionar o recém batizado Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney, a constituição proíbe prédios públicos com nome de pessoas vivas? Bobagem, no (ainda) Maranhão essa tal Lei não entrou em vigor. Se você estiver pensando em visitar a cidade, não se preocupe, para entrar ou sair, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney e se precisar, não esqueça, é fácil encontrar a Rodoviária, adivinha o nome? Rodoviária Kiola Sarney. Difícil mesmo é encontrar um ônibus em condições de trafegar algumas horas pelas 'maravilhosas' rodovias maranhenses e aportar no município José Sarney.

Caso não chegue por causa das estradas ou do ônibus e queira reclamar, vá ao Fórum José Sarney, informe-se na Sala de Imprensa Marly Sarney e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney. Ah, enquanto você espera a causa ser julgada, não esqueça de conhecer o memorial José Sarney, aquele cujo empregado, o afilhado de quem? Claro, de José Sarney é pago com o dinheiro do Senado Federal. Herbert de Souza, o famoso Betinho falou uma vez que ”Democracia serve para todos ou não serve para nada”, ledo engano, no “país” do Maranhão serve para uma família inteira.

(Texto de Francineide Damasceno baseado em informações que circulam na Internet)

Comentários

avatar Glácia
Amo meu país, mas nessas horas tenho vergonha de ser brasileira. São essas pessoas incomuns que deveriam lotar as nossas cadeias.
Nome *
Email *
Digite o Código *   
Enviar Comentário
Cancelar
avatar Sandra
Esses são tão incomuns que muitos custam ou se negam a acreditar que elas realmente existam.
Nome *
Email *
Digite o Código *   
Enviar Comentário
Cancelar
avatar Edna klesia
minha amiga vc e d +
ja estou fazendo circular bjao
Nome *
Email *
Digite o Código *   
Enviar Comentário
Cancelar
avatar ZECA
Fran, infelizmente nao nasci com sobrenome Sarney, ou felizmente, uhauahauhau.Mas la no municipio do meu avo tem uma Escola que leva o nome dele, e por consequencia o meu (Neto), uahuha. Mas gracas a Deus ele nao e nem de longe comparado ao Sarney, pelo contrario dizem que ele era o politico mais honesto e serio de que se teve noticia....Eu que nem chego perto dele. jA NAO SE FAZ POLITICOS COMO ANTIGAMENTE.

O texto esta instigante e maravilhoso. Realmente quando eu crescer quero ser vc e poder brincar, concatenar e lapidar as palavras tao bem quanto vc, que e um exemplo pra todos nos.

AVANTE BRASIL....VERAS QUE O FILHO TEU NAO FOGE A LUTA...SALVE A SELECAO...
Nome *
Email *
Digite o Código *   
Enviar Comentário
Cancelar
avatar Francineide
Ainda bem que é só uma escola e o espiríto de honestidade de seus antecedentes norteaiam toda a família. deve ser por isso que voc~e é um amigão. Quanto a querer escrever igual a mim, santa modéstia... Hoje inclusive Alcyone elogiou uito os seus textos....
Estou pensando em escrever o próximo, cujo título será: "Havia um sapato no meio do caminho", o que vc acha? Pode me responder via e-mail ou amanhã pessoalmente.
Nome *
Email *
Digite o Código *   
Enviar Comentário
Cancelar
Nome *
Email *
Digite o Código *   
Enviar Comentário