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Visita a uma penitenciária do Estado. Lá dentro, cerca de 300 pessoas amontoadas, em celas insalubres, sem ventilação, sem luz, sem espaço. Qualquer animal, por mais manso que seja trancafiado em espaço minúsculo, nas condições verificadas, já se tornaria feroz, imagine um ser humano concebido pra ser livre. Por que nos preocuparmos se aquelas pessoas chegaram ali por vontade e decisão própria? Será?
Nos corredores sem fim, mãos acenam! Pessoas gritam, pedem atenção! Em meio a tantos, conversamos com um deles. “Vou fazer 33 anos na próxima semana. Faz 18 que estou aqui. Me viciei, como não tinha dinheiro para comprar a maconha, plantei uns três pezinhos no quintal e aí fui pego pelos homi”. Você tem família, eles vêm te visitar?
E aquele homem que passou mais da metade de sua vida na penitenciária, continua: “Tenho moça, e isso é o que mais me dói. Eles cresceram longe de mim. Tenho 10 filhos, o mais velho tem 16 anos, já é casado. Tudo o que quero é sair daqui para ver pelo menos os menores crescerem”.
O que vocês fazem aqui enquanto cumpre suas penas? “Nada, aqui vivemos pra nos defender. Aqui e acolá aparece alguém dizendo que vai nos ajudar para quando sairmos termos um emprego. É isso que quero. Sair, trabalhar, criar meus filhos. Mas se pra quem nunca teve aqui a coisa tá ruim, imagine pra gente”.
Sem entrar no mérito de quantos pés de maconha foram plantados e que destinação foi dada a eles, a questão é muito maior. Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional – DEPEN 87% dos apenados que cumprem suas penas no Sistema prisional brasileiro voltam a delinqüir.
Esse percentual é assustador e reflexo de uma política prisional falida que ao invés de conscientizar o apenado em relação ao seu erro, a punição oferece condições dignas para ele se tornar um eterno reincidente. E aí muitos hão de perguntar: “por que se preocupar com aqueles que só mal fazem à sociedade, se pais de família, pessoas honestas estão aí sofrendo sem direito a nenhuma regalia?”
Como disse Chico Xavier “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. Muitos dos que estão ali, foram excluídos socialmente mesmo antes do seu primeiro delito, mesmo antes do seu primeiro cigarro de maconha e não dispuseram, no caso dos drogados, de recursos públicos, privados ou “público-privado”, para tentarem um novo começo.
Ao chegar para cumprirem suas penas ficam ociosos, expostos a uma comunidade onde a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis se espalha. Onde a Lei do mais forte impera, obrigando-os, muitas vezes, a cometerem novos delitos em troca da própria sobrevivência. Precisamos sim, lutar por políticas públicas que cuidem de cada brasileiro. Cobrar de nossos governantes o básico constitucional: saúde, educação, moradia e para aqueles que estão pagando suas penas, a substituição do ócio por serviços dignos que beneficiem a comunidade (fabricação de carteiras escolares, fardamento, material esportivo...), reduzirão seus dias de reclusão, de acordo com a Lei de Execução Penal e ainda passam a ter uma profissão.
Faz-se urgente, investimentos em novos métodos. Um novo sistema que dê condições a cada brasileiro de tornar-se cidadão, mesmo aqueles que porventura tenham cometido algum delito, que esses tenham a mínima chance de passarem a ser menos frios do que as muralhas que os cercam.
Como disse Chico Xavier “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. Muitos dos que estão ali, foram excluídos socialmente mesmo antes do seu primeiro delito, mesmo antes do seu primeiro cigarro de maconha e não dispuseram, no caso dos drogados, de recursos públicos, privados ou “público-privado”, para tentarem um novo começo.
Ao chegar para cumprirem suas penas ficam ociosos, expostos a uma comunidade onde a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis se espalha. Onde a Lei do mais forte impera, obrigando-os, muitas vezes, a cometerem novos delitos em troca da própria sobrevivência. Precisamos sim, lutar por políticas públicas que cuidem de cada brasileiro. Cobrar de nossos governantes o básico constitucional: saúde, educação, moradia e para aqueles que estão pagando suas penas, a substituição do ócio por serviços dignos que beneficiem a comunidade (fabricação de carteiras escolares, fardamento, material esportivo...), reduzirão seus dias de reclusão, de acordo com a Lei de Execução Penal e ainda passam a ter uma profissão.
Faz-se urgente, investimentos em novos métodos. Um novo sistema que dê condições a cada brasileiro de tornar-se cidadão, mesmo aqueles que porventura tenham cometido algum delito, que esses tenham a mínima chance de passarem a ser menos frios do que as muralhas que os cercam.
Esse percentual é assustador e reflexo de uma política prisional falida que ao invés de conscientizar o apenado em relação ao seu erro, a punição oferece condições dignas para ele se tornar um eterno reincidente. E aí muitos hão de perguntar: “por que se preocupar com aqueles que só mal fazem à sociedade, se pais de família, pessoas honestas estão aí sofrendo sem direito a nenhuma regalia?”













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