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Artigo em áudio
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A comunidade estudantil, principalmente das escolas públicas, com alta vulnerabilidade social, não possui oferta de serviços básicos suficientes, nem um tecido social forte capaz de promover o desenvolvimento sustentável. O esforço dos educadores não dá conta da integralização do conhecimento com projetos de desenvolvimento do micro território e de proteção sociocultural e ambiental dessa comunidade.
Mudar esta realidade requer uma estratégia que articule diversas dimensões de forma simultânea, buscando conciliar a necessidade imediata do aprendizado com noções de sustentabilidade.Os problemas ambientais são reais e não podemos cruzar os braços. Os recursos naturais são finitos e não podemos ficar agindo com tanta apatia. É urgente adotarmos novos hábitos e atividades em favor do meio ambiente. O que pode ser feito?
Muita coisa pode sim ser feita, e como eu sou uma cuidadora da cidade, gostaria de sugerir à nossa prefeita que invista fundo numa política ambiental real, planejada, mesmo que os resultados só possam ser aferidos daqui a alguns anos. Sugiro também que o ensino fundamental ganhe uma disciplina voltada para o tema ou faça com que de fato o assunto permeie cada uma das disciplinas curriculares. Não adianta colocar coletores em espaços públicos, instituições e empresas se somos incapazes de separar nosso próprio lixo.
Não é possível aferir lucratividade com coleta seletiva, se os indicadores serão econômico-financeiros. A aferição tem por obrigatoriedade o compromisso ambiental e esse, na maioria das vezes, não é considerado. Outra sugestão é que a coleta seletiva dos bairros passe em dias alternados à coleta do lixo. Atualmente, passam no mesmo dia e, geralmente, a coleta do lixo vem antes, misturando todo o material que foi separado cuidadosamente por educadas donas de casa. Com boa vontade, a política do reuso e do reaproveitamento pode tornar-se permanente e não somente modismo do politicamente correto.
Lembrando que a sustentabilidade ambiental passa pela sustentabilidade social das pessoas, mas não é pré requisito para pobres. Todos nós, moradores da periferia ou não, alfabetizados ou não, ou nos aliamos como parte desse meio ambiente ou estaremos condenando nossos dependentes a não usufruir dele.












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