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Pelo quarto ano consecutivo reunimos a família e rumamos para um dos maiores carnavais do Rio Grande do Norte. Caicó com sua gente simples, uma culinária impecável e animação contagiante se consagra anualmente como um dos principais destinos para carnavalescos e simpatizantes da folia de momo.
Pela manhã, às margens do Itans tem festa para todos os gostos e idades. Shows de bandas famosas no Iate para a garotada, carnaval antigo para os saudosos no Pelicano, à tarde a multidão enche as principais avenidas atrás do bloco Ala Ursa, mais conhecido como Bloco do Magãodo que diariamente puxou uma caravana de 20 mil foliões.
A noite entra e, antes mesmo de esfriar a folia, a Ilha de Santana já se encontra fervilhando de gente que até de manhã curtem bandas diversificadas numa mega estrutura.
A festa movimenta a economia da cidade que lota hotéis e pousadas, restaurantes, bares e quiosques, sem falar nos aluguéis das casas e apartamentos que aumentam consideravelmente a cada ano.
Infelizmente, com exceção da segurança, cujo índice de ocorrência é quase zero, nem tudo são flores no antigo Distrito Vila do Príncipe. A ausência do Poder Público é eminente. Lixo se acumula a cada esquina, falta água em casas alugadas a preço de ouro, não existe ao longo do percurso banheiros químicos, nem iluminação, e o Bloco que é o maior chamariz do Carnaval Caicoense conclama seus foliões para ajudá-lo a manter as tradições.
Não bastasse essa ausência e, eu diria dormência, do Poder Executivo local, a falta de estrutura nas estradas, a imprudência e a falta de cidadania de alguns foliões “donos da cidade” complementam os pontos negativos da folia.
Na sexta-feira que antecede o carnaval, as estradas congestionadas, mal sinalizadas, esburacadas em alguns trechos, e a pressa de alguns foram ingredientes suficientes para acidentes fatais, pessoas feridas e famílias desesperadas. No sábado, mais acidentes eram anunciados e, as estatísticas informam que os acidentes no carnaval 2011 aumentaram em 11%.
Por que as estradas mais movimentadas não são monitoradas? Por que os excessos não são coibidos? Por que as autoridades são complacentes com algumas contravenções?
Enquanto a Polícia Militar, em todo o percurso proibia, abordava e chamava a atenção de foliões que portavam, até mesmo, garrafas de vidro, tentando evitar acidentes, nas estradas a Polícia Rodoviária só era vista atendendo ocorrências, muitas vezes com vítimas inocentes.
Outra historia que quero registrar em relação à Polícia Rodoviária foi um episódio que aconteceu na segunda-feira. Estávamos dezenas de foliões no Pelicano, com familiares e amigos e no Iate Clube estava acontecendo o show dos Aviões do Forró. Mais ou menos 13h, ao deixarmos o estabelecimento fomos surpreendidos com sua saída totalmente vedada de carros estacionados. Estávamos presos e, o pior, sem saber a quem chamar.
Um dos clientes pegou um moto táxi e foi até uma equipe da Rodoviária Federal para que os policiais viessem resolver a situação. Os policiais com a ajuda de dezenas de motoristas que se encontravam trancados, tiraram um dos carros “na marra” e, assim, o acesso foi liberado em parte para que saíssemos.
Ainda indignada, perguntei se eles não iam multar àquelas pessoas que não tiveram o menor respeito pelos outros, estacionando seus carros de qualquer jeito, fechando uma saída pública e, pasmem, ninguém foi multado.
O pior, aqueles mesmo que não foram penalizados minimamente, são os mesmos que embriagados, apressados e achando que o mundo é só seu, ultrapassam nas curvas, nas subidas e matam. Afinal, eles não conhecem limites!!!













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