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Gosto da frase atribuída a Platão de que “Não há nada mais vergonhoso do que alguém ser honrado pela fama dos antepassados e não pelo merecimento próprio." Evidente que merecimento próprio traz implícito em seus resultados vários encontros de pessoas, de idéias, de oportunidades.
Seriam muitos os nomes, sobrenomes, os famosos e anônimos que contribuem para que alguém ou para que algo sejam, mais tarde, merecidamente lembrados e nesses últimos anos assisto, compartilho e me congratulo com algumas quebras de paradigmas que só a história poderá dizer de sua importância.
Há três anos, assim meio temeroso, mas muito determinado, um grupo de pessoas, leigos e letrados, experientes e novatos, sonhadores, e instituições diversas, idealizaram e levaram para a praça pública, o Justiça na Praça. Estavam lá, alguns juízes, desembargadores, servidores dos mais diversos órgãos, mas ainda poucos.
As gestões mudaram, mas deram continuidade e o Justiça na Praça chega à sua 18ª edição, alcançando todas as regiões do Rio Grande do Norte, conciliando, documentando, promovendo a paz social de forma célere, desburocratizada, com eficiência e, acima de tudo, com muita cumplicidade entre todos que focam o seu objetivo maior: aproximar cada vez mais o jurisdicionado à justiça.



São 219.115 atendimentos, mais de oito mil conciliações, 1.958 casamentos, efetivados por magistrados, promotores, defensores públicos, advogados, técnicos, servidores públicos, voluntários e demais integrantes dessa grande caravana solidária que se consolida no calendário do judiciário potiguar e conta com mais de 40 parceiros, em média, a cada edição.
Há uma semana recebemos a notícia que, entre mais de 100 projetos inscritos, no PRÊMIO “CONCILIAR É LEGAL” do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, 30 estão finalistas e entre esses, três são do Judiciário potiguar: CONCILIAR NO JUSTIÇA NA PRAÇA, O DIA DO CONSUMIDOR e “EMPRESA LEGAL”.
Nesta quinta-feira(4) a Desembargadora Maria Zeneide Bezerra e a magistrada Sulamita Pacheco com suas equipes receberam o membro gestor de Conciliação do Conselho Nacional de Justiça, o juiz federal Marco Falcão que veio conhecer e avaliar in loco o projetos selecionados.
O Dia do Consumidor” o Empresa Legal coordenados pela juíza Sulamita Pacheco e o Comitê Estadual da Conciliação busca proporcionar a efetividade da pré-conciliação e da decisão, de forma que o consumidor saia com a solução do seu problema no mesmo dia e estimula a participação efetiva das empresas nas audiências conciliatórias, contribuindo de fato com a paz social e a celeridade processual.
Estamos falando de três práticas nascidas da vontade de pessoas que fazem a diferença e que mais tarde serão lembradas por merecimento próprio e, iguais a essas temos inúmeras iniciativas nesse sentido, alguma se iniciando, outras com 12 anos, 10 anos, não importa, iniciadas e continuadas.
Sabemos que não basta querer, precisa-se persistir no que se acredita. Nada é fácil, cada projeto social, ambiental, cultural, cada projeto de vida, necessita de planejamento, articulações, logística e de “comandantes e comandados” corajosos.
Enquanto potiguares, já somos vitoriosos pelos resultados obtidos nesses e em outros programas sociais desenvolvidos pela justiça norte-rio-grandense ou outro proponente, pela disseminação de práticas do bem que se originam dos mais diversos setores sociais, das mais variadas épocas e espaços.
Para todos os envolvidos na execução de cada projeto, programa ou ação da justiça, ser finalista de um prêmio nacional instituído pelo CNJ é, acima de tudo, mais um canal facilitador para que continuemos acreditando na interligação de setores, instituições, idéias, pessoas em busca de objetivos macros, despersonificados, no qual o resultado é sempre maior do que soma dos envolvidos.
Avante Justiça na Praça, O Dia do Consumidor, Empresa Legal, Caminhos da Justiça, Adoção Legal, Novos Rumos, Noade, Justiça e Escola, Copegam e tantos outros!!!!
FOTOS: TASSO PINHEIRO/DIVULGAÇÃO
TEXTO: FRANCINEIDE DAMASCENO













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